Diagnóstico precoce é fundamental para tratar cardiopatias congênitas | Bem Estar | G1

Mães lutam contra cardiopatia congênita de seus filhos

Cerca de 28 mil crianças nascem com má formação cardíaca todos os anos no Brasil. Muitas delas vão do parto direto para a UTI. O diagnóstico precoce é fundamental, como explicou o cardiologista e consultor do Bem Estar Roberto Kalil no programa desta sexta-feira (12). Quando é grave? Quando passa? A pediatra e consultora Ana Escobar também participou e falou sobre zika e a luta das mães que tiveram bebês com microcefalia.

Não existe uma causa bem definida que possa explicar as cardiopatias congênitas. Na maioria dos casos, cerca de 80%, não há explicação. Quanto mais cedo os pais souberem, melhor. Por isso a importância do pré-natal. Quando bem feito é possível identificar o problema intraútero e se preparar para o tratamento assim que o bebê nascer.

Algumas cardiopatias são tratadas apenas com medicação para controle dos sintomas e acompanhamento. Há também tratamentos com uso de cateter e as indicações de cirurgia. Na maioria dos casos, em algum momento o paciente precisará de cirurgia.

Mães lutam contra cardiopatia congênita de seus filhos

Bem Estar faz um panorama da microcefalia em três estados

Bem Estar faz um panorama da microcefalia em três estados

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Fonte: Diagnóstico precoce é fundamental para tratar cardiopatias congênitas | Bem Estar | G1

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Tecnologia revoluciona tratamento da insuficiência cardíaca | PARAÍBA.com.br

 

Maior motivo de atendimento de pessoas com mais de 65 anos no Sistema Único de Saúde (SUS), com aproximadamente 300 mil internações anuais, a insuficiência cardíaca afeta mais de 260 mil brasileiros todos os anos, levando à morte cerca de 27 mil vítimas anualmente. E, com o envelhecimento da população, a tendência é o problema aumentar ainda mais. Estimativas apontam que de 5% a 10% dos idosos na faixa dos 65 a 79 anos vão desenvolver a síndrome. O assunto foi tema da última edição dos Encontros O GLOBO Saúde e Bem-estar de 2016, realizada na quarta-feira no Museu do Meio Ambiente, no Jardim Botânico, com apresentações dos médicos do Hospital Pró-Cardíaco Alexandre Siciliano, chefe da cirurgia cardíaca, e Marcelo Montera, coordenador clínico da insuficiência cardíaca do hospital.

— Pelo menos um em cada cinco adultos terá o coração cansado — resume o cardiologista Cláudio Domênico, coordenador do evento, que teve mediação da jornalista do GLOBO, Viviane Nogueira.

Estudos indicam que, depois que o paciente se torna sintomático, a mortalidade em dois anos é de cerca de 40%, e pode chegar a 80% nos homens e a 65% em mulheres nos seis anos seguintes. Para Montera, um dos entraves é que 50% dos pacientes não tomam os remédios prescritos.

— E não são pessoas saudáveis. São doentes, já com os sintomas, com o coração aumentado, falta de ar — diz.

Maria Emília da Silva Maciel sofre com a doença há 12 anos e segue à risca recomendações dos médicos – Leo Martins / Agência O Globo

Com perfil diferente da maioria, a dona de casa Maria Emília da Silva Maciel, de 70 anos, diagnosticada com insuficiência cardíaca após sofrer um infarto em 2004, convive há 12 anos com o problema sem grandes sustos.

— Faço tudo que os médicos mandam e tomo os remédios na hora certa, mesmo sendo mais de dez — conta.

O paciente Walter MIrandela mostra as baterias e central de controle de seu coração artificial: melhoria da qualidade de vida – Ana Branco / Agência O Globo

Avanços tecnológicos recentes podem ajudar a mudar o quadro de quem, mesmo com remédios, não consegue ter uma vida plena. Conhecidos como dispositivos de assistência ventricular (VAD, na sigla em inglês), esses “corações artificiais” têm revolucionado o tratamento da insuficiência cardíaca, antes restrito a abordagens clínicas, cirurgias, implantação de aparelhos como marcapasso e, em última instância, transplantes de coração. Já relativamente comuns na Europa e nos EUA, onde aproximadamente 20 mil deles são implantados anualmente, estes dispositivos começam a chegar no Brasil, devolvendo a qualidade de vida e aumentando a esperança de sobrevida de pacientes como o administrador Walter Mirandela, de 69 anos.

Afetado por uma série de problemas cardiovasculares, como hipertensão e infartos, Mirandela se tornou mais uma vítima da insuficiência cardíaca, que o levava a hospitalizações frequentes. Há quatro anos, no entanto, o administrador foi o primeiro paciente a receber um VAD em programa criado no hospital Pró-Cardíaco pelo cirurgião Alexandre Siciliano, e de lá para cá não precisou passar por mais nenhuma internação, além de retomar hábitos como caminhadas no Aterro do Flamengo.

— O aparelho permitiu o resgate de praticamente todos comportamentos e atividades que eu tinha antes da insuficiência — conta Mirandela, que também deu seu depoimento durante a última edição dos Encontros. — Agora posso fazer quase tudo, com qualidade de vida muito boa.

Custos podem ultrapassar R$ 500 mil

Segundo Mirandela, a melhora foi tão grande que ele chegou a sair da fila do transplante de coração, repassando para outro paciente um órgão que poderia ser seu. Mas a alternativa não foi barata. Na época que fez o implante, ele teve que obter autorização especial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar o equipamento, que ainda não havia sido homologado pelo órgão, pelo qual desembolsou US$ 110 mil (cerca de R$ 360 mil atualmente). Com os custos da cirurgia, honorários médicos e acompanhamento necessário o preço do tratamento ultrapassa R$ 500 mil.

— Mas com o uso em larga escala a tendência é os custos caírem — aposta Siciliano. — Isto porque o que parece uma novidade para nós, já não é fora do Brasil. Estes dispositivos estão em uso há mais de 15 anos e se tornaram uma opção importante de tratamento.

Transplantes não são mais o único destino final ideal para pacientes

O advento dos dispositivos de assistência ventricular também significou o surgimento de uma alternativa aos transplantes de coração, ainda considerados o “padrão ouro” para o tratamento da insuficiência cardíaca. E eles ganham ainda mais importância diante da notória dificuldade em conseguir os órgãos, destaca o cirurgião Alexandre Siciliano.

— Nos EUA e na Europa, estes aparelhos estão sendo usados por milhares de pessoas que por alguma razão não são candidatas a transplantes ou não têm órgãos disponíveis — diz, lembrando que tanto nos EUA quanto na Europa o número de transplantes de coração atingiu um platô, em pouco mais de dois mil ao ano. — Mas o número de doentes continua a aumentar.

Desta forma, Siciliano também espera que num prazo de dez a 20 anos estes dispositivos também já sejam muito comuns no Brasil, podendo inclusive estar disponíveis pelo SUS, já que eles permitem uma economia dos custos das muitas reinternações de pacientes com insuficiência cardíaca. Além disso, ele aponta que o uso dos dispositivos dá um “descanso” necessário ao coração, o que faz com que em 5% dos casos o órgão se recupere e a insuficiência desapareça.

O Globo

Fonte: Tecnologia revoluciona tratamento da insuficiência cardíaca | PARAÍBA.com.br

19 alimentos que limpam as artérias de forma natural e te protegem de ataques cardíacos | FERNANDO GUIDA

Uma das principais causas de morte mundial está relacionada com problemas de coração. Quando as artérias estão entupidas, elas dificultam o fluxo de sangue, aumentando a probabilidade de infarto ou AVC.

A má alimentação, falta de exercício, a genética, e o estresse, também contribuem para essas doenças. Algumas mudanças na sua dieta poderão diminuir muito o risco de problemas de coração. Veja os 19 alimentos e bebidas que o ajudarão a melhorar a sua saúde cardíaca.

1. Salmão

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O salmão é um peixe muito benéfico devido a ter grandes quantidades de ácidos gordos. Eles diminuem e previnem o aumento do colesterol, assim como dos triglicerídeos. O atum, arenque e cavala também são ótimas opções.

2. Suco de laranja

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A laranja é conhecida por ter bastantes antioxidantes e eles ajudam a diminuir a pressão sanguínea. Dois copos de suco de laranja por dia equivalem à dose diária recomendada de vitamina C, e podem ter um impacto muito benéfico em sua saúde.

3. Café

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Vários estudos comprovam que beber entre 2 a 4 chávenas de café por dia reduz o risco de infarto até 20%. Mas não exagere na dose. Esta bebida pode ter efeitos indesejáveis, como aumento da ansiedade ou insónias.

4. Frutos secos

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Comer um punhado de frutos secos por dia pode melhorar muito a sua saúde. As nozes, amêndoas, castanhas, entre outros, são conhecidos por terem gorduras saudáveis, destacando-se o ômega 3 e as gorduras insaturadas. Para além de manterem o colesterol equilibrado, os frutos secos melhoram a sua memória e articulações.

5. Caqui

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Para além de ser delicioso, o Caqui é rico em fibra e esteróis saudáveis, podendo diminuir o seu nível de colesterol.

6. Cúrcuma

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A cúrcuma, mais conhecida como açafrão-da-terra, ajuda a prevenir o armazenamento de gordura em excesso e melhora as inflamações. Pode ser usada como tempero ou para fazer chá.

7. Chá verde

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Para além dos seus efeitos calmantes, o chá verde contêm antioxidantes que “absorvem” o colesterol e ajudam a acelerar o metabolismo. Beba uma ou duas xícaras de chá por dia e começará a notar diferenças em seu corpo.

8. Melancia

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Quem é que não gosta de comer frutas no verão? Para além de serem refrescantes, as melancias alargam os vasos sanguíneos, fomentando a produção de óxido nítrico.

9. Farinha integral

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A farinha integral tem muita fibra e previne o colesterol de se acumular nas artérias.Podemos encontrar esse ingrediente em alimentos como aveia, arroz integral e pão integral.

10. Queijo

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Consumido em excesso, o queijo pode ser prejudicial para o coração. Mas, em pequenas doses, pode baixar o nível de colesterol.

11. Algas marinhas

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As algas marinhas têm uma grande lista de benefícios. São ricas em minerais, vitaminas, proteínas, antioxidantes e carotenóides. Ao consumir regularmente este alimento, você pode regular sua pressão sanguínea e melhorar a circulação. Para além disso, está provado que as pessoas que ingerem algas regularmente podemdiminuir o colesterol em até 15%.

12. Arando ou Oxicoco

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Esta fruta é uma grande fonte de potássio. Ao comer ou beber suco de arando, vocêaumenta o nível de colesterol bom e diminui o ruim. Com apenas 2 copos desse suco por dia, o risco de infarto diminui até 40%.

13. Canela

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Para além de ser uma delícia, a canela é também uma aliada muito importante para combater o colesterol alto. Consuma uma colher de chá dessa especiaria por dia e verá resultados em pouco tempo.

14. Romã

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Esta fruta é rica em fitoquímicos, promovendo a produção de óxido nítrico, que ajuda a melhorar a circulação. A romã pode ser usada de várias formas: na salada, no suco, etc.

15. Espinafres

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A famosa comida do Popeye, que o fazia ficar forte! Na verdade, os desenhos animados tinham razão, este vegetal ajuda a fortalecer os tecidos musculares, mas também tem outros benefícios. O espinafre limpa as artérias, diminui a pressão sanguínea, e é rico em potássio e ácido fólico, substâncias que diminuem o risco de infarto.

16. Azeite de Oliva

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Os nossos antepassados já sabiam sobre este segredo saúde: azeite de boa qualidade. Ele fornece gorduras saudáveis ao corpo, diminui os níveis de colesterol e reduz o risco de infarto em 41%.

17. Brócolis

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Outro vegetal muito importante para a pressão sanguínea e colesterol. O brócolis está cheio de vitamina K e previne que o cálcio se acumule nas artérias.

18. Abacate

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Toda a gente sabe que o abacate é muito saudável. As gorduras “boas” desse fruto equilibram o colesterol bom e o ruim. E o melhor de tudo? É um alimento que pode ser colocado em tudo: na salada, no pão, num batido, entre outros.

19. Aspargo

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Este vegetal previne inflamações e entupimento das veias. O aspargo luta contra o colestrol alto, para além de ser delicioso!

Fonte: 19 alimentos que limpam as artérias de forma natural e te protegem de ataques cardíacos | FERNANDO GUIDA

Tomar aspirina a cada três dias reduz risco de infarto, aponta pesquisa | Agência Brasil

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

O ácido acetilsalicílico (AAS), conhecido como aspirina, é utilizado para prevenir o infarto, a doença vascular periférica ou o acidente vascular cerebral (AVC). No entanto, o uso constante e diário da aspirina costuma provocar complicações gastrointestinais nestes pacientes. Mas um estudo desenvolvido por pesquisadores brasileiros concluiu que tomar aspirina a cada três dias pode ser tão eficiente quanto na prevenção dessas doenças e também evita as complicações gastrointestinais causadas pelo uso diário do medicamento.

O estudo foi coordenado por Gilberto De Nucci, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). “De uns 35 anos para cá, verificou-se que a aspirina tem um efeito benéfico seja no tratamento do infarto seja como profilaxia do infarto. O problema de usar aspirina é que ela tem um efeito colateral importante, causando irritação no estômago. Essa irritação pode não dar sintomas e o paciente pode apresentar uma hemorragia gástrica”, explicou.

O que se fazia até então para reduzir esses efeitos colaterais, segundo De Nucci, era reduzir a dose de aspirina. “Toda a literatura [médica] dos últimos 35 anos procurava reduzir a dose de aspirina para minimizar o risco da hemorragia gástrica. Mas demonstramos a segurança desse sistema terapêutico”, disse. “Tem pacientes que não tomam aspirina, e que deveriam tomar, porque [a aspirina] apresenta risco de hemorragia muito alto. Mas agora demonstramos que esse esquema terapêutico é tão benéfico quanto os anteriores com a vantagem demonstrada de não causar nenhuma irritação”, ressaltou.

O estudo, desenvolvido por cerca de um ano, teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Biolab Farmacêutica e foi publicado no The Journal of Clinical Pharmacology.

A pesquisa

O ácido acetilsalicílico evita que as plaquetas se agrupem e obstruam os vasos sanguíneos. Por isso é que popularmente se diz que o AAS “afina” o sangue. Por outro lado, ao mesmo tempo, a aspirina atua na mucosa gástrica, diminuindo a produção de prostaglandinas – substâncias lipídicas que protegem o estômago e o intestino.

Durante o estudo de doutorado de Plinio Minghin Freitas Ferreira, na USP, sob orientação de De Nucci, 24 voluntários sadios foram divididos em dois grupos. Metade deles recebeu AAS todos os dias durante um mês. A outra metade recebeu o medicamento a cada três dias e, no intervalo dos dias, apenas placebo (substância sem efeito direto em doenças, simulando um medicamento). Neste período, os voluntários passaram por diversos exames como endoscopia, biópsia gástrica, teste de agregação plaquetária e medição do nível de prostaglandina, por exemplo. “Quando fizemos esse estudo, verificamos que, quando tomada a aspirina de três em três dias a eficácia para prevenir a formação do trombo era a mesma. Entretanto, a produção de prostaglandina, quando se tomava [a aspirina] todo dia, havia redução de 50%. Quando tomava de três em três dias, não havia redução da produção de prostaglandina”, disse o coordenador do estudo.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: Tomar aspirina a cada três dias reduz risco de infarto, aponta pesquisa | Agência Brasil