5 sinais de que você talvez não esteja consumindo proteínas suficientes – Terra

Você chega em casa depois do trabalho extremamente cansado, quase se arrastando? A dor nos músculos é constante e não vai embora? Você perde cabelo na mesma velocidade com a qual ganha rugas?

Dores musculares podem estar diretamente relacionadas à falta de ingestão de proteína

Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

Se algum desses sinais lhe soa familiar, você vai se surpreender ao saber que pode estar relacionado à ingestão de proteína (pobre).

“O mais comum é que as pessoas consumam proteínas em excesso”, diz Aisling Pigott, porta-voz da Associação de Nutricionistas do Reino Unido, à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC. “Mas as dietas muito baixas em calorias ou mal equilibradas podem levar a um déficit proteico”, acrescenta Pigott.

Proteínas desempenham um papel fundamental em nosso organismo. Nossos músculos, cartilagens, ligamentos, pele, cabelo e unhas são compostos basicamente de proteína, constituída a partir de cadeias de aminoácidos. Moléculas menores de proteína são talvez menos conhecidas, mas vitais para o funcionamento do corpo.

Entre as proteínas mais famosas, por exemplo, estão hemoglobina, anticorpos, certos hormônios (como a insulina) e enzimas.

Tudo isso faz com que o uso dessas cadeias de aminoácidos não apenas seja vital para o aporte de energia, mas também para a reparação de tecidos, a oxigenação do corpo e o sistema imunológico.

Se nosso corpo não recebe a quantidade de proteína de que precisa, começará a lançar sinais de alerta.

Confira alguns deles:

Carne, ovos e peixe são alimentos ricos em proteína
Carne, ovos e peixe são alimentos ricos em proteína

Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

1. Fadiga

A fadiga excessiva ou crônica é o primeiro sinal de falta de proteína. Dado que a deficiência desse composto é derivada diretamente de uma dieta pobre em calorias, o organismo não conta com energia suficiente para cumprir tarefas rotineiras.

“Há um mínimo necessário de proteínas que devemos consumir todos os dias para o corpo funcionar corretamente”, diz à BBC Mundo a nutricionista Elizabeth González, porta-voz das Associação de Nutricionistas de Madri, na Espanha.

Recomenda-se comer entre 0,7 e 0,8 gramas de proteína por quilo de peso. Por isso, um homem de 80 quilos deveria consumir 64 gramas de proteína por dia.

Em média, homens devem consumir 55 gramas, e mulheres, 45 gramas, todos os dias. “Mas depende da atividade física da pessoa ou se ela está em fase de crescimento. A quantidade necessária de proteína pode ser maior”, afirma Aisling.

2. Fraqueza de cabelo e pele

Um segundo alerta sobre a falta de proteína no corpo é queda ou enfraquecimento do cabelo. As proteínas mantêm o cabelo saudável e em fase de crescimento. Isso porque o cabelo – e os folículos que os sustentam – são feitos de proteína e a falta dessas moléculas os enfraquece.

Anticorpos são estruturas formadas por proteínas; dietas com baixo teor proteico aumentam vulnerabilidade a doenças
Anticorpos são estruturas formadas por proteínas; dietas com baixo teor proteico aumentam vulnerabilidade a doenças

Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

Essa é uma das razões pelas quais os cabelos de pessoas que fazem dietas com baixo teor proteico tendem a crescer mais lentamente. E, em casos extremos, pode ocorrer queda dos fios.

Assim como o cabelo, as unhas e a pele também dependem das proteínas para se regenerar. A pele é composta por três tipos de proteínas: colágeno, elastina e queratina. “Níveis baixos dessas proteínas causam rugas e deixam a pele mais fina”, explica em seu site a Clínica Cleveland, nos Estados Unidos.

3. Perda de massa muscular

Um terceiro sintoma está relacionado aos músculos. A insuficiência de proteína reduz a massa muscular, impedindo-nos de realizar atividades físicas.

Estes distúrbios musculares, em um nível muito avançado, podem causar câimbras irritantes. “Esse tipo de proteína que também comemos parece desempenhar um papel central em evitar a perda muscular”, diz a nutricionista Jennifer K. Nelson, no site da Clínica Mayo.

Isto é importante, por exemplo, no caso de pessoas idosas, que tendem a perder massa muscular com o avanço da idade.

Cansaço extremo pode ser decorrente de falta de proteína
Cansaço extremo pode ser decorrente de falta de proteína

Foto: SCIENCE PHOTO LIBRARY / BBCBrasil.com

As proteínas que comemos têm vários tipos de aminoácidos. “Estudos mostram que o aminoácido leucina preserva a massa muscular”, afirma Jennifer. A leucina é mais encontrada em alimentos de origem animal, como carne bovina, cordeiro, carne de porco, frango, peixe, ovos ou laticíneos. Também é encontrada na soja e, em menor grau, em outros grãos, nozes e sementes.

4. Doente com frequência

Um quarto alerta importante sobre a falta de proteína é a frequência com que ficamos doentes. “É impossível para o sistema imunológico funcionar sem proteínas. Até porque os anticorpos são estruturas formadas por proteínas”, diz Elizabeth à BBC Mundo.

De fato, uma das principais funções das proteínas é apoiar o sistema imunológico. Neste sentido, uma dieta pobre em proteínas nos expõe mais facilmente a infecções e resfriados.

Envelhecimento precoce também pode estar relacionado à baixa ingestão de proteína
Envelhecimento precoce também pode estar relacionado à baixa ingestão de proteína

Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

5. Os gases e prisão de ventre

E, finalmente, a falta de proteínas também está associada a problemas digestivos, como gás e constipação. Para uma boa digestão, os aminoácidos são fundamentais e seus níveis são diretamente proporcionais à nossa ingestão de proteínas.

Alguns grãos são ricos em proteína
Alguns grãos são ricos em proteína

Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

Barato e acessível

As proteínas são, em grande parte, associadas ao consumo de alimentos de origem animal, como carne, leite, queijo, ovos ou peixe. No entanto, há várias alternativas aos adeptos da dieta vegetariana ou vegana.

Lentilhas, soja, grão de bico, amêndoas, amendoins ou ervilhas são apenas alguns dos alimentos fáceis de serem obtidos e cujos preços são quase sempre acessíveis. Quinoa e soja são dois grãos, por exemplo, que contêm todos os aminoácidos essenciais.

Fonte: 5 sinais de que você talvez não esteja consumindo proteínas suficientes

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Carne vermelha todo dia faz mal? Especificamente que mal? – Diario da Saúde

Carne vermelha todo dia faz mal? Especificamente que mal?
O churrasco apresenta riscos adicionais devido aos elementos mutagênicos criados durante o preparo. E as carnes industrializadas são cancerígenas, segundo a OMS.[Imagem: Heather Luis/USDA]

Excesso de consumo de carne

Tem crescido vertiginosamente o número de pesquisas científicas envolvendo o consumo excessivo de carnes, sobretudo carnes vermelhas.

Nesses estudos, tem sido consenso entre os pesquisadores que comer carne todos os dias é demais, que nosso corpo não precisa de tanta proteína e que, de forma mais incisiva, esse excesso de consumo de carne pode na verdade fazer mal à saúde.

Mas quais males pode causar comer carne todos os dias?

Esta foi a pergunta que se propôs responder uma equipe liderada pela Dra Alicja Wolk, do Instituto de Medicina Ambiental da Suécia.

Para encontrar as respostas, a equipe efetuou a chamada revisão sistemática, uma técnica de pesquisa que reúne todos os estudos científicos já publicados sobre o assunto e os coloca sob um mesmo crivo metodológico, descartando aqueles que não são significativos ou apresentam algum outro tipo de deficiência que impeça a comparação dos seus dados.

Problemas de saúde causados pelo excesso de carne

Veja alguns dos principais resultados da consolidação dos estudos científicos feitos até agora sobre o consumo de carne.

O consumo médio de 100 gramas de carne vermelha não processada (não industrializada) por dia mostrou-se associado com as seguintes elevações de risco à saúde:

  • 19% para câncer da próstata avançado
  • 17% para câncer colorretal
  • 15% para mortalidade cardiovascular
  • 11% para AVC e câncer de mama

O consumo médio de 50 gramas de carne vermelha processada (industrializada) por dia mostrou-se associado com as seguintes elevações de risco à saúde:

  • 32% para diabetes
  • 24% para mortalidade cardiovascular
  • 19% para câncer de pâncreas
  • 18% para câncer colorretal
  • 13% para acidente vascular cerebral
  • 9% para câncer de mama
  • 8% para a mortalidade por câncer
  • 4% para o câncer de próstata de qualquer tipo

Desta forma, não é à toa que alguns países já inseriram em seus programas de saúde pública novas orientações dietéticas que recomendam limitar o consumo de carne vermelha, seja natural, seja industrializada.

Os resultados desta meta-análise foram publicados pela revista médica Journal of Internal Medicine (10.1111/joim.12543).

Fonte: Carne vermelha todo dia faz mal? Especificamente que mal?

Bem Estar – Adoção de dieta sem glúten por quem não tem doença cresce, diz estudo

 

Mais pessoas nos Estados Unidos estão adotando dietas sem glúten mesmo que a proporção de americanos com doença celíaca – caracterizada pela intolerância a glúten – tenha permanecido estável de 2009 a 2014, segundo um novo estudo publicado esta semana na revista “JAMA International Medicine”.

Apesar do fato de que dietas livres de glúten não têm nenhum benefício comprovado para a saúde da população geral, algumas pessoas acreditam que se beneficiam ao eliminar o glúten da alimentação, diz o principal autor do estudo, Hyunseok Kim, da Escola de Medicina da Universidade Rutgers, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

“As pessoas podem acreditar que uma dieta sem glúten é mais saudável, e essa dieta está na moda”, disse Kim.

Para checar se a prevalência da doença celíaca e o uso de dietas sem glúten aumentou nos últimos anos, Kim e sua equipe usaram informações coletadas entre 2009 e 2014 de 22.278 adultos e crianças dos Estados Unidos que tinham ao menos 6 anos quando foram testados para doença celíaca ou entrevistados sobre um diagnóstico anterior.

Cerca de 0,7% das pessoas foram diagnosticadas com a doença, e cerca de 1,08% estavam em uma dieta livre de glúten sem ter sido diagnosticados com a doença celíaca.

A proporção de pessoas nos Estados Unidos com doença celíaca permaneceu estável durante o estudo, segundo a pesquisa. A popularidade desse tipo de alimentação, no entanto, cresceu. Cerca de 0,5% das pessoas adotavam uma dieta sem glúten entre 2009 e 2010, e isso aumentou para 1,69% entre 2013 e 2014.

“Agora há sessões de alimentos sem glúten nos supermercados”, disse Kim. “Os preços também caíram nos últimos anos.”

O estudo, no entanto, tem algumas limitações. Algumas pessoas, por exemplo, podem ter reações ao consumo de glúten mesmo tendo resultados de testes negativos para a doença celíaca.

Em um comentário publicado com o estudo, a médica Daphne Miller, da Universidade da Califórnia em São Francisco, escreveu que uma razão pelas quais pessoas sem doença celíaca pensam que uma dieta sem glúten é benéfica é porque reduz a quantidade de alimentos processados consumidos.

 

Apesar do fato de que dietas livres de glúten não têm nenhum benefício comprovado para a saúde da população geral, algumas pessoas acreditam que se beneficiam ao eliminar o glúten da alimentação, diz o principal autor do estudo, Hyunseok Kim, da Escola de Medicina da Universidade Rutgers, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

“As pessoas podem acreditar que uma dieta sem glúten é mais saudável, e essa dieta está na moda”, disse Kim.

Para checar se a prevalência da doença celíaca e o uso de dietas sem glúten aumentou nos últimos anos, Kim e sua equipe usaram informações coletadas entre 2009 e 2014 de 22.278 adultos e crianças dos Estados Unidos que tinham ao menos 6 anos quando foram testados para doença celíaca ou entrevistados sobre um diagnóstico anterior.

Cerca de 0,7% das pessoas foram diagnosticadas com a doença, e cerca de 1,08% estavam em uma dieta livre de glúten sem ter sido diagnosticados com a doença celíaca.

A proporção de pessoas nos Estados Unidos com doença celíaca permaneceu estável durante o estudo, segundo a pesquisa. A popularidade desse tipo de alimentação, no entanto, cresceu. Cerca de 0,5% das pessoas adotavam uma dieta sem glúten entre 2009 e 2010, e isso aumentou para 1,69% entre 2013 e 2014.

“Agora há sessões de alimentos sem glúten nos supermercados”, disse Kim. “Os preços também caíram nos últimos anos.”

O estudo, no entanto, tem algumas limitações. Algumas pessoas, por exemplo, podem ter reações ao consumo de glúten mesmo tendo resultados de testes negativos para a doença celíaca.

Em um comentário publicado com o estudo, a médica Daphne Miller, da Universidade da Califórnia em São Francisco, escreveu que uma razão pelas quais pessoas sem doença celíaca pensam que uma dieta sem glúten é benéfica é porque reduz a quantidade de alimentos processados consumidos.

No vídeo, a nutricionista Fernanda Pisciolaro comenta sobre a moda das dietas sem glúten e sobre as consequências de adotá-la sem recomendação profissional:

 

 

 

 

Fonte: Bem Estar – Adoção de dieta sem glúten por quem não tem doença cresce, diz estudo

Bem Estar – Um em cada cinco brasileiros bebe refrigerante todo dia, diz pesquisa

Bebida é o sexto produto mais consumido por jovens de 12 a 17 anos. Frutas não estão na lista dos 20 produtos mais consumidos nessas idades.

Um em cada cinco brasileiros (19%) adultos que vivem nas capitais brasileiras consomem refrigerante ou sucos artificiais todos os dias, informou o Ministério da Saúde nesta quinta-feira (7). Refrigerante é o sexto produto alimentício mais consumido por crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos, atrás de arroz, feijão, pão, suco e carnes. Na lista dos 20 produtos mais consumidos por essa parcela da população, as frutas sequer aparecem.

Segundo o ministério, somente 37,6% da população adulta das 27 capitais relataram consumir frutas e hortaliças regularmente – um aumento de 29,9% em comparação com 2010. Carnes com excesso de gordura são frequentemente consumidas por 31,1% da população.

Os dados apresentados pelo ministério são parte do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes, que entrevistou jovens de 124 municípios, e da pesquisa Vigitel 2014 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), que entrevistou 54 mil adultos por telefone nas capitais brasileiras.

O estudo aponta que o feijão é parte da rotina diária de 64,8% dos brasileiros. Doces são consumidos quase todos os dias por 20% da população. Segundo a pesquisa, 15,5% dos brasileiros substituem o almoço ou jantar por lanches.

O ministério identificou que 56,6% dos jovens fazem as refeições em frente à televisão e 73,5% desse público passam mais de duas horas por dia em frente à tela do PC ou do videogame. Segundo a coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição, Michele Lessa, a situação cria impacto para a rotina dos adolescentes, que acabam não prestando atenção ao que comem.

Outro dado que a especialista apontou é o fato de que pouco mais da metade (51,8%) dos jovens bebe menos de cinco copos d’água por dia – quando o recomendado é de oito copos. “A gente observa que a água é substituída por suco, que é tão prejudicial quanto o refrigerante”, disse.

Ela também considerou preocupante o fato de que os adolescentes estejam se tornando cada vez mais dependentes de produtos industrializados. O motivo é a falta de conhecimento dos jovens em preparar a própria comida.

Para o nutricionista Clayton Camargos, a prática é mais saudável. “A vantagem [de preparar a comida em casa] é se alimentar direito e na hora certa, é poder fazer escolhas mais conscientes e mais saudáveis. Preparar a própria comida permite ainda fazer uma análise melhor dos produtos e consequentemente selecionar e optar por aqueles que têm menor quantidade de sódio e açúcar.”

Entrevista coletiva no Ministério da Saúde (Foto: Gabriel Luiz/G1)Entrevista coletiva no Ministério da Saúde (Foto: Gabriel Luiz/G1)

Desafio
O estudo mostrou ainda que um em cada quatro adolescentes sofre de problemas com a balança – 17,1% têm sobrepeso e 8,4% são obesos. A maior parte desse grupo se concentra na região Sul do país. Entre adultos, 53,9% estão acima do peso e 18,9%, obesos. A maior parte desse grupo se concentra na região Sul do país.

A rede pública de saúde brasileira gasta mais de R$ 233 milhões com cirurgias bariátricas por ano, segundo o ministério. O dinheiro é equivalente ao gasto com a construção de 30 unidades de pronto atendimento e 60 unidades básicas de saúde, segundo o ministério.

O gasto em tratamentos contra obesidade no SUS é de R$ 458 milhões. Só o gasto por atendimento de jovens com diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares e cirurgia bariátrica chega a R$ 126,4 milhões.

Decisão interna
Também nesta quinta, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, assinou uma portaria proibindo a compra de alimentos não saudáveis com recursos do ministério. Ficam proibidos produtos como refrigerantes e salgadinhos em “coffee breaks” da pasta ou até mesmo na lanchonete. A intenção do ministro é estender a regra a outros órgãos do Executivo.

O ministro disse considerar que regra sobre publicidade de guloseimas pode ser “aprimorada”. Ao lembrar que já existem definições sobre propagandas desse tipo de produto para o público infantil, ele declarou que há espaço para mudança na situação atual.

Fonte: Bem Estar – Um em cada cinco brasileiros bebe refrigerante todo dia, diz pesquisa