Ansiedade e depressão: veja os principais sintomas associados às doenças | Norte e Noroeste | G1

A ansiedade e a depressão podem levar à incapacidade de realizar tarefas cotidianas, diz psiquiatra (Foto: Reprodução/RPC)

Segundo o psiquiatra Júlio Dutra, vice-presidente da Associação Paranaense de Psiquiatria na região norte do Paraná, é muito importante diferenciar a depressão da tristeza. “Sentir-se abatido de vez em quando é normal”, explica.

A tristeza é um sentimento momentâneo, que acaba passando em pouco tempo. Já a depressão, perdura, sem que a pessoa consiga encontrar uma solução para o sentimento. Quando alguém se sentir assim, deve procurar ajuda profissional, sugere Dutra.

A ansiedade é um transtorno que pode estar ligada à depressão. O psiquiatra explica que ela é necessária para o corpo humano. “Faz parte do dia a dia, mas é prejudicial quando aumenta”, esclarece.

De acordo com o médico, o principal sinal de alerta para a um transtorno de ansiedade é quando o pensamento acelerado faz com que a pessoa se torne um “prisioneiro do pensamento”. Além disso, é preciso ficar atento aos sintomas físicos, como taquicardia e suor excessivo, em situações normais do dia a dia.

Tanto a ansiedade como a depressão podem levar o paciente a não conseguir executar atividades cotidianas.

O psiquiatra ressalta que, apesar do conhecimento dos sintomas, apenas um profissional habilitado pode fazer o diagnóstico e indicar o tratamento correto para cada tipo de doença.

Veja os principais sintomas associados à ansiedade, segundo o psiquiatra:

  • Apreensão
  • Nervosismo e sofrer por antecipação
  • Inquietação
  • Angústia
  • Sintomas físicos como taquicardia, boca seca, rubor, sudorese nas mãos, suor frio
  • Pensamento acelerado
  • Medos irracionais

Veja os principais sintomas associados à depressão, de acordo com Dutra:

  • Tristeza profunda e prolongada
  • Irritabilidade, angústia e desânimo
  • Cansaço fácil
  • Diminuição ou incapacidade de sentir alegria ou prazer
  • Insegurança
  • Pensamentos negativos
  • Esquecimento e dificuldade de concentração

Fonte: Ansiedade e depressão: veja os principais sintomas associados às doenças | Norte e Noroeste | G1

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‘Sempre me diziam que era coisa da minha cabeça’, diz jovem que enfrenta depressão – G1

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgados em 2017, cerca de 322 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo. Em 10 anos, de 2005 a 2015, esse número cresceu 18,4% em todo o mundo. Considerada o mal do século, a depressão é o tema do Dia Mundial da Saúde comemorado nesta sexta-feira (7). “Sempre me diziam que era coisa da minha cabeça, que eu tinha que procurar ocupações”, diz uma uma jovem de 25 anos que descobriu que sofria com a doença em 2016. (Veja vídeo)

No Brasil, cerca de 11,5 milhões de brasileiros sofrem com esse problema. Entre os sintomas da doença estão mudanças de humor, vontade de não sair de casa e ficar isolado. Com o passar do tempo, o comportamento vai mudando. Foi assim que uma jovem de Gurupi, que pediu para não ter o nome revelado, descobriu a doença no final de 2016.

“Eu sempre fui uma pessoa muito alegre, espontânea. Fazia tudo de muito boa vontade. Eu passei a perder essa vontade. Começou nesse nível de ficar estressada, me tornei uma pessoa mais grosseira”, disse.

A depressão é cada vez mais comum e por causa disso os profissionais da saúde buscam orientar sobre as consequências que a doença pode trazer. Reconhecer a depressão é o primeiro passo para o tratamento.

“Conhecer é o primeiro passo para a gente conseguir prevenir essa enfermidade que é considerada o mal do século. A depressão, apesar de muitos conhecerem, é pouco discutida profundamente”, comentou a psicóloga Larissa Azevedo.

Segundo os dados da OMS, o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina e o segundo com maior prevalência nas Américas, ficando atrás somente dos Estados Unidos, que têm 5,9% de depressivos.

Conforme o médico Maurício Nauar, a depressão em muitos casos é responsável pelo aparecimento de outras doenças. “Vários tipos de doenças as pessoas as vezes procuraram o médico com uma palpitação no coração, a pressão alta, emagrecendo ou engordando. Outras vezes com distúrbio no aparelho gastrointestinal, dor de estômago e as vezes é um quadro de depressão que está começan

16 fatos interessantes sobre a depressão – Mega Curioso

Não é à toa que uma campanha do tamanho da Setembro Amarelo foi criada: está mais do que na hora de deixarmos os tabus de lado e começarmos a falar mais sobre assuntos importantes, como saúde mental e depressão. Ao contrário do que somos acostumados a ouvir e, em alguns casos, a pensar, depressão não é uma desculpa ou “frescura”. Depressão é uma doença e precisa ser tratada como tal. A seguir, confira alguns fatos sobre ela:

1 – Em todo o mundo, 350 milhões de pessoas de todas as faixas etárias têm a doença;

2 – Mulheres têm duas vezes mais chances de desenvolver casos sérios de depressão em comparação aos homens;

3 – Antidepressivos têm até 54% de eficácia no tratamento dos sintomas dos quadros depressivos, por isso é fundamental procurar ajuda psiquiátrica;

4 – A depressão aumenta em até quatro vezes o número de sonhos que uma pessoa tem;

5 – A depressão severa pode fazer com que uma pessoa envelheça mais rapidamente;

6 – Nos EUA, um em cada oito adolescentes tem depressão clínica;

7 – Pesquisas já confirmaram que comediantes e pessoas engraçadas são mais depressivas do que o restante dos indivíduos;

8 – Atualmente, o número de pessoas com a doença é dez vezes superior ao índice de 1945;

9 – Já se sabe também que passar muito tempo na internet aumenta nossas chances de desenvolver depressão, sensação de solidão e mentalidade instável;

10 – O país que mais consome antidepressivos é a Islândia;

11 – Abraham Lincoln tinha depressão e evitava portar facas, por medo de acabar machucando a si mesmo;

12 – Tanto elefantes quanto chimpanzés podem apresentar comportamentos semelhantes aos de quem sofre de estresse pós-traumático e depressão;

13  – Em termos percentuais, a França é o país mais deprimido do mundo: lá, 20% pessoas já tiveram a doença;

14 – Freud recomendava que seus pacientes tratassem depressão, alcoolismo e vício em morfina com o uso de cocaína;

15 – Assim como o uso de antidepressivos, sentimentos de gratidão também liberam dopamina e serotonina;

16 – A prática de atividades físicas não apenas alivia os sintomas da doença, como ajuda a prevenir seu aparecimento.

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Falar sobre depressão é importante, mas tão fundamental quanto essa discussão é a busca por ajuda na apresentação dos primeiros sintomas da doença. Se esse for o seu caso, marque uma consulta psiquiátrica e, se possível, com um psicólogo também.

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Fonte: 16 fatos interessantes sobre a depressão – Mega Curioso

Estresse precoce pode agravar depressão na vida adulta, indica pesquisa | Notícias | EBC

Fapesp – Samuel Antenor 28.08.2014 – 13h31 | Atualizado em 28.08.2014 – 13h37

Agência FAPESP – Uma pesquisa realizada na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) verificou que o chamado estresse precoce – termo que engloba tanto traumas e maus-tratos físicos como abusos sexuais e emocionais sofridos por crianças e adolescentes – pode agravar quadros de depressão na vida adulta.

Coordenada por Mario Juruena, professor no Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da FMRP, a pesquisa detectou registros permanentes no cérebro de quem passou por esse tipo de estresse e estabeleceu um meio de identificar a relação entre causa e efeito em diferentes tipos de depressão.

Em parceria com o professor Anthony Cleare, do King’s College London, instituição britânica que mantém acordo de cooperação com a FAPESP, Juruena identificou alterações no eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA) – parte do sistema neuroendócrino que percebe as situações causadoras de estresse – como resultado de estresse precoce em pacientes com psicopatologias depressivas na vida adulta.

Desenvolvido em colaboração com a Seção de Neurobiologia dos Transtornos de Humor da Unidade de Doença Afetiva do Instituto de Psiquiatria do King’s College, o estudo avaliou a associação entre abusos físico, sexual e emocional e negligências na infância e alterações específicas no eixo HPA e na função de receptores de hormônios responsáveis pelo metabolismo celular. O objetivo foi analisar desequilíbrios provocados pelo estresse precoce em dois subtipos prevalentes de depressão – a atípica e a melancólica.

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“Buscamos avaliar quadros de depressão atípica e melancólica em adultos com dificuldade de resposta a tratamentos, o que tende a ocorrer com mais frequência quando há histórico de estresse precoce”, disse Juruena à Agência FAPESP. Segundo ele, estudos anteriores e a experiência em atendimento clínico indicam que, em geral, 50% dos casos de depressão não respondem ao tratamento.

Os pacientes estudados foram divididos em três grupos distintos. Em todos foram medidos os níveis de secreção do hormônio cortisol e suas correlações com os receptores.

O primeiro grupo foi formado por pessoas com histórico de estresse precoce e quadros de depressão. O segundo, por pessoas com quadros de depressão, porém sem histórico de estresse precoce. No terceiro (grupo controle), foram reunidos indivíduos saudáveis sem histórico de maus-tratos nem sintomas de depressão.

Em todos, foi aplicado o Childhood Trauma Questionnaire (CTQ), um tipo de questionário sobre traumas na infância com perguntas sobre abusos sexual, físico e emocional, negligência física e negligência emocional.

Também foi feita uma avaliação das funções dos receptores do hormônio cortisol em cada um dos sujeitos, correlacionando os resultados psicométricos da gravidade da depressão e do estresse com os resultados neurobiológicos do eixo HPA e dos receptores.

Aos pesquisados, também foram ministradas substâncias corticoides, como fludrocortisona, prednisolona, espironolactona e dexametasona. Essas substâncias interagem com os receptores de cortisol de modo diferente e seletivo e indicam em que receptor o paciente apresenta disfunções do eixo HPA, por meio da secreção de cortisol – que foi avaliado em amostras de saliva.

Oitenta por cento dos pacientes do primeiro grupo receberam o diagnóstico de depressão atípica. Entre os sintomas desse tipo de depressão estão a hiperfagia – tendência a comer em demasia, sobretudo doces e carboidratos – e a hipersonia – propensão para dormir muito. Eles são resultado de uma liberação muito baixa de cortisol pelo eixo HPA.

Por outro lado, a maioria dos pacientes do segundo grupo foi diagnosticada com depressão melancólica. Nesse caso, o desequilíbrio no eixo HPA provoca a liberação de altos índices de cortisol, levando a quadros de insônia e perda de apetite.

Genética e epigenética

De acordo com o professor da FMRP, a pesquisa indicou que o estresse precoce exerce influência sobre as pessoas consideradas suscetíveis a apresentar um dos subtipos de depressão na vida adulta.

Mesmo passando por eventos traumáticos na infância e adolescência, há pessoas que não desenvolvem quadros depressivos, pois não apresentam predisposição genética à depressão, “tendo algum tipo de resiliência”, disse Juruena.

“Os quadros de depressão apresentam uma interação entre a vulnerabilidade do indivíduo e o ambiente adverso em que ele viveu ou vive. Se um indivíduo com predisposição genética à depressão sofrer maus-tratos, os riscos de que desenvolva a doença aumentam muito. Isso ocorre por causa de fatores epigenéticos, ou seja, pela influência de fatores externos [ambientais, sociais, econômicos] na constituição física e psíquica dos indivíduos”, disse.

Segundo Juruena, embora a síntese de proteínas esteja relacionada à herança genética de cada pessoa, crianças que passam por estresse precoce têm modificadas suas características de liberação de proteínas. Fatores ambientais exerceriam o dobro de influência nos quadros depressivos, em comparação com fatores genéticos.

“Quando a criança sofre estresse precoce, essa informação impacta o eixo HPA, onde deixa cicatrizes. Na vida adulta, isso torna mais grave os casos de depressão. A pessoa deprimida passa a ter a sua condição físico-emocional determinada por essa alteração, apresentando oscilações nos níveis hormonais, como o de cortisol, para mais ou para menos, dependendo do subtipo de depressão”, disse Juruena.

Trabalhos feitos pelo pesquisador apontam que cerca de 70% dos pacientes com depressão têm histórico de maus-tratos. Além de maior resistência aos tratamentos, também apresentam maiores índices de recaída e de comorbidade.

“A discussão em torno de leis que proíbam maus-tratos contra crianças considera abusos físicos, mas trata pouco dos abusos emocionais, que envolvem destratar, humilhar e agredir uma criança verbalmente. A agressão com palavras, no entanto, também deixa cicatrizes, impulsionando o desenvolvimento de patologias na vida adulta, como pudemos verificar na pesquisa”, disse Juruena.

“O abuso e as negligências emocionais no desenvolvimento de uma criança são os fatores que mais causam impacto na gravidade da depressão”, disse.

Estudo compartilhado

Para Juruena, que realizou doutorado e pós-doutorado no Instituto de Psiquiatria do King’s College, o conhecimento desenvolvido sobre depressão na Unidade de Doenças Afetivas da instituição favoreceu o aprimoramento das pesquisas na FMRP.

“A depressão é uma doença muito resistente ao tratamento, com fatores que podem influenciar a gravidade dos sintomas e gerar cronicidade. Esse estudo nos permitiu chegar a dados que ajudam a corroborar tais evidências, já apontadas em pesquisas anteriores realizadas em colaboração com a equipe do professor Anthony Cleare”, disse.

Recentemente, segundo Juruena, outras pesquisas no Brasil também abordaram o tema, incluindo trabalhos feitos no grupo do Programa de Assistência, Ensino e Pesquisa em Estresse, Trauma e Doença Afetiva (EsTraDA), também na FMRP-USP, do qual faz parte. Mas o pesquisador destaca que são necessários novos estudos para elucidar os mecanismos envolvidos na ligação entre o estresse precoce e quadros depressivos na vida adulta.

  • Direitos autorais: Creative Commons – CC BY 3.0

Estresse precoce pode agravar depressão na vida adulta, indica pesquisa | Notícias | EBC.

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