Pesquisa recomenda tomate para prevenir câncer de próstata – CdB | Jornal Correio do Brasil

 

Pesquisas indicam que o tomate pode ajudar a diminuir o risco de câncer de próstata

 

Homens que consumirem mais de dez porções de tomate por semana podem reduzir em 20% os riscos de câncer de próstata, indicou um estudo feito por pesquisadores britânicos. O estudo, realizada em colaboração entre as universidades de Cambridge, Oxford e Bristol, analisou a alimentação e o estilo de vida de cerca de 20 mil britânicos com idade entre 50 e 69 anos.

 

Os pesquisadores verificaram que aqueles que consumiam mais de dez porções de tomate por semana, na forma de saladas de tomate fresco ou suco de tomate, por exemplo, reduziram em 18% o risco de câncer de próstata.

 

Aqueles que consomem as recomendadas cinco porções de frutas e legumes, ou mais, por dia pode diminuem em 24% o risco de apresentar a doença no futuro, em comparação com homens que comem duas porções e meia desses alimentos ou menos, indicou a pesquisa.

 

Dieta balanceada

 

O câncer de próstata responde por 15% dos cânceres que afetam os homens, segundo a Rede Global do Fundo Mundial de Pesquisa contra o Câncer (WCRF International, em inglês). Só em 2012 foram registrados mundialmente 1,1 milhão de casos, o equivalente a 8% de todos os casos, informa a organização.

 

Para prevenir a doença, os especialistas recomendam uma dieta balanceada, com ênfase em frutas e legumes, e pouca ingestão de gordura, sal e carne vermelha e industrializada.

 

O estudo britânico indicou que no caso específico do tomate, os benefícios em termos de propriedades anticancerígenas podem vir do licopeno, um antioxidante que pode proteger o organismo contra danos nas células e no DNA.

 

  • Nossas descobertas sugerem que os tomates podem ser muito importantes para a prevenção do câncer – disse Vanessa Er, da Escola de Medicina Social e Comunitária na Universidade de Bristol.

 

Ela acrescentou que “os homens também devem comer uma grande variedade de frutas e vegetais, manter um peso saudável e se exercitar com frequência”.

 

Os autores do estudo pesquisaram dois outros componentes ligados ao câncer de próstata: o selênio, presente em alimentos a base de farinha, como pão e massa, e o cálcio, encontrado em produtos lácteos como o leite e o queijo.

 

Homens que ingeriram a quantidade ideal desses três componentes na dieta tiveram risco mais baixo de apresentarem câncer de próstata, disseram os pesquisadores.

 

Vanessa Er recomendou “estudos mais avançados” para confirmar estas constatações, especialmente na forma de testes clínicos.

 

Variedade

 

Dieta rica em frutas e vegetais é a melhor forma de prevenir o câncer de próstata

 

Comentando o estudo, Iain Frame, do Instituto Britânico do Câncer de Próstata, disse que ainda não há evidência suficiente para fazer recomendações concretas de quais alimentos específicos homens devem ingerir para reduzir o risco de câncer de próstata.

 

  • O que sabemos é que não devem confiar demais em um só tipo de alimento, como o tomate – opinou.

 

  • Uma dieta saudável, balanceada, com muitas frutas e legumes, aliada a exercícios físicos frequentes, é de longe a melhor opção de prevenção.

 

Tom Stransfeld, do Instituto de Pesquisa do Câncer no Reino Unido, disse que “enquanto ingerir alimentos ricos em licopeno, como tomates ou selênio, pode estar associado à redução do risco do câncer de próstata, isso não foi ainda comprovado, e esse estudo não pode confirmar se há mesmo uma relação entre essa dieta e o risco de câncer de próstata”.

 

  • Dietas de prevenção do câncer são uma questão complexa, com poucas respostas exatas, tipo preto no branco. Nós aconselhamos a todos a comer uma dieta balanceada, com bastantes frutas e legumes, e pouca carne vermelha, gordura e sal.

Pesquisa recomenda tomate para prevenir câncer de próstata – CdB | Jornal Correio do Brasil.

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Câncer de próstata pode ser sexualmente transmissível, dizem cientistas – BBC Brasil – Notícias

Câncer de próstata pode ser sexualmente transmissível (BBC)

Especialistas dizem faltar provas concretas que liguem o câncer de próstata à infecção.

O câncer de próstata pode ser uma doença sexualmente transmissível causada por uma infecção comum, porém muitas vezes silenciosa, transmitida durante a relação sexual, de acordo com um grupo de pesquisadores americanos.

Apesar de vários tipos de câncer serem causados por infecções, o grupo britânico Cancer Research UK, que realiza pesquisas sobre a doença, diz que é muito cedo para adicionar o câncer de próstata a esta lista.

Agora, mais pesquisas são necessárias para confirmar essa ligação, disseram os cientistas na publicação da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS).Cientistas da Universidade da Califórnia testaram células da próstata humana em laboratório e descobriram que uma infecção sexual chamada tricomoníase ajudava no crescimento do câncer.

Infecção sexual

Acredita-se que cerca de 275 milhões de pessoas no mundo estejam infectadas pela tricomoníase. Ela é a infecção não-viral mais comum transmitida sexualmente.

Muitas vezes, a infecção não apresenta sintomas e a pessoa não está ciente de que está contaminada.

Homens podem sentir coceira ou irritação dentro do pênis, ardor após urinar ou ejacular, ou um corrimento branco no pênis.

Já mulheres podem sentir coceira ou dor na região genital, desconforto ao urinar ou um cheiro desagradável.

Esta pesquisa não é a primeira a sugerir uma ligação entre a tricomoníase e o câncer de próstata. Um estudo realizado em 2009 descobriu que um quarto dos homens com câncer de próstata mostrou sinais de tricomoníase, e estes indivíduos eram mais propensos a ter tumores avançados.

O estudo da PNAS sugere como a doença sexualmente transmissível poderia tornar os homens mais vulneráveis ao câncer de próstata, embora não seja a prova definitiva dessa ligação.

A professora Patricia Johnson e seus colegas descobriram que o parasita que causa a tricomoníase – Trichomonas vaginalis – produz uma proteína que causa inflamação e invasão de células benignas e cancerosas da próstata.

Eles dizem que mais estudos devem, agora, explorar esse dado – especialmente diante do fato de que a causa do câncer de próstata segue desconhecida.

Quebra-cabeça

Nicola Smith, do Cancer Research UK, disse: “Este estudo sugere um possível caminho pelo qual o parasita Trichomonas vaginalis poderia incentivar células cancerosas da próstata para crescer e se desenvolver mais rapidamente”.

“Mas a pesquisa foi feita apenas no laboratório, e evidências anteriores em pacientes não mostraram uma clara ligação entre o câncer de próstata e esta infecção sexualmente transmissível”.

“Há uma grande quantidade de pesquisas sobre o risco de câncer de próstata e estamos trabalhando duro para juntar as peças do quebra-cabeça”.

Segundo ele, ainda há fatores de estilo de vida desconhecidos que parecem afetar o risco de desenvolver a doença, sem nenhuma evidência convincente de uma ligação com a infecção.

“O risco do câncer de próstata é conhecido com o aumento da idade”, disse Smith.

 

O câncer de próstata é mais comum em homens com mais de 70 anos, e é possível que haja algum risco genético, já que a doença pode ocorrer em famílias.

Câncer de próstata pode ser sexualmente transmissível, dizem cientistas – BBC Brasil – Notícias.

Bem Estar – Parasita que causa DST pode estar ligado a câncer de próstata, diz estudo

Imagem mostra parasita 'Trichomonas vaginalis' aderido a um tecido vaginal (Foto: Science/Divulgação)

O parasita Trichomonas vaginalis, responsável pela doença sexualmente transmissível tricomoníase, pode estar ligado ao desenvolvimento do câncer de próstata. Segundo um estudo, esse protozoário secreta uma proteína que estimula a inflamação e a proliferação de células da próstata, desencadeando um processo que pode levar ao surgimento ou à progressão do câncer de próstata.

A conclusão é de um estudo publicado nesta segunda-feira (19) na revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences” (“PNAS”).

Trichomonas vaginalis é um parasita muito comum, que infecta cerca de 275 milhões de pessoas ao redor do mundo, segundo os autores do estudo. Em 75% dos homens infectados, a presença do protozoário não produz sintomas.

Em casos sintomáticos, os homens podem sentir coceira ou irritação no pênis, ardor após urinar ou ejacular, além de um corrimento branco no pênis. Já as mulheres afetadas podem sentir coceira ou dor na região genital, desconforto ao urinar ou um cheiro desagradável.Estudos anteriores já haviam encontrado uma relação entre a presença da infeção porTrichomonas vaginalis com a severidade do câncer de próstata, mas os mecanismos dessa relação permaneciam desconhecidos.

Agora, pesquisadores avaliaram o papel de uma proteína secretada pelo parasita, chamada fator de inibição da migração de macrófagos. Como essa proteína é parecida com uma proteína humana sabidamente envolvida no início e progressão de alguns tipos de câncer, os cientistas resolveram estudá-la mais a fundo.

O resultado foi que a proteína avaliada realmente está ligada à proliferação das células da próstata e ao aumento da inflamação da região, o que pode estimular o surgimento e o agravamento do câncer de próstata.

Cautela
Em entrevista à britânica “BBC”, Nicola Smith, do Cancer Research UK, afirmou que é preciso cautela antes de relacionar diretamente o câncer de próstata a uma doença sexualmente transmissível. “Este estudo sugere um possível caminho pelo qual o parasita Trichomonas vaginalispoderia incentivar células cancerosas da próstata para crescer e se desenvolver mais rapidamente”, diz.

“Mas a pesquisa foi feita apenas no laboratório e evidências anteriores em pacientes não mostraram uma clara ligação entre o câncer de próstata e esta infecção sexualmente transmissível”, completa.

 

Bem Estar – Parasita que causa DST pode estar ligado a câncer de próstata, diz estudo.

Alimentos ricos em fibras podem barrar o avanço do cancro da próstata – POP – portal de oncologia português – home

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investigadores da Universidade de Colorado, nos EUA, num estudo feito com roedores, avança a revista VEJA.
Segundo os especialistas, o nutriente parece privar as células cancerígenas da energia necessária para a formação de novos vasos sanguíneos, que são responsáveis por fornecer energia ao tumor. Sem energia suficiente, portanto, o tumor é impossibilitado de crescer.

O estudo foi publicado este mês no periódico Cancer Prevention Research.

Os autores do estudo chegaram a essa conclusão após realizarem testes com ratinhos que foram induzidos a apresentar cancro da próstata. Os investigadores alimentaram uma parte desses animais com hexafosfato de inositol (IP6), o principal ingrediente activo de alimentos ricos em fibras. Depois, com base em exames de ressonância magnética, eles monitorizaram a progressão dos tumores tanto dos roedores que receberam IP6 quanto dos que não receberam.

“Os resultados do estudo foram significativos. Vimos que o volume do tumor dos animais alimentados com IP6 foi drasticamente reduzido”, diz Komal Raina, coordenadora da pesquisa. De acordo com Raina, o IP6 provavelmente está associado à acção de uma proteína conhecida como GLUT4, que é fundamental para o transporte de glicose dentro das células. No entanto, mais estudos são necessários para entender de que forma essa relação ocorre.
2013-01-11 | 09:57

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