Jornal de Floripa – CDC disponibiliza plataforma sobre o vírus Zika destinada a pediatras

A introdução do vírus coincidiu com o aumento do número de casos de microcefalia no Brasil. Mais de 5.000 casos suspeitos de microcefalia foram relatados por aqui, desde outubro de 2015.

Artigo analisa informações sobre o vírus Zika, suas características epidemiológicas, a apresentação clínica em crianças, testes laboratoriais, tratamentos e métodos de prevenção

 

Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), agências do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, compilaram suas pesquisas e recomendações sobre o vírus Zika em um novo artigo, publicado no Pediatrics, jornal oficial da Academia Americana de Pediatria.

 

Segundo os autores do artigo, o objetivo era reunir num só local as informações relevantes para os pediatras que necessitam aconselhar as mulheres que estão pensando em viajar para lugares onde pode haver a transmissão em curso do vírus, bem como informações sobre a prestação de cuidados destinados às crianças infectadas pelo vírus Zika e suas famílias.

 

“O vírus Zika, um flavovírus transmitido por mosquitos, já é conhecido desde 1947, mas somente no ano passado começou a se espalhar pelas Américas. A introdução do vírus coincidiu com o aumento do número de casos de microcefalia no Brasil. Mais de 5.000 casos suspeitos de microcefalia foram relatados por aqui, desde outubro de 2015. O número supera a média de 150-200 casos por ano no Brasil”, afirma o pediatra e homeopata Moises Chencinski (CRM-SP 36.349).

 

Os pesquisadores agora estão estudando as associações entre o vírus em mulheres grávidas e os casos de microcefalia, bem como outros distúrbios neurológicos nos bebês, embora uma ligação causal ainda não tenha sido definida, apesar de muito provável. “A cada semana a doença preocupa mais as autoridades de saúde no mundo todo e mais informações científicas sugerem que a ligação entre o vírus e a microcefalia é real”, explica o pediatra.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) expressou extrema preocupação com o vírus Zika e as doenças que ele vem causando numa conferência de imprensa realizada em 22 de março. “Embora as associações ainda não estejam definitivamente comprovadas, agora há um consenso científico de que o vírus Zika está implicado em diversos distúrbios neurológicos. O tipo de ação pedida por esta emergência de saúde pública não deve esperar por uma prova mais definitiva”, defendeu Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde.

 

O vírus Zika agora está espalhado em mais de 38 países e territórios na América Latina e no Caribe, segundo a OMS. Com a proximidade do verão no hemisfério norte, as autoridades dizem que provavelmente o vírus vai se espalhar pelo continente americano, particularmente em áreas que abrigam os vetores primários, o Aedes aegypti e, possivelmente, o Aedes albopictus. Em casos raros, o Zika também pode ser transmitido através do contato sexual.

 

“Para os 20% das pessoas infectadas que apresentam sintomas, a doença é leve e os sintomas são febre, erupção cutânea, dor nas articulações e conjuntivite. A principal preocupação é em relação aos bebês nascidos de mães que possam ter contraído Zika durante a gravidez”, explica Moises Chencinski.

 

O CDC, em colaboração com a Academia Americana de Pediatria, está divulgando orientações aos pediatras para que eles possam identificar lactentes e crianças que possam ter sido infectados. Confira as principais recomendações das entidades nesse sentido:

 

·        Lactentes devem ser testados para Zika  quando nasceram com microcefalia ou calcificações intracranianas e quando a mãe passou algum tempo em uma área afetada durante a gravidez ou teve contato sexual com um parceiro do sexo masculino que viajou para as áreas de disseminação do  vírus;

·        Lactentes devem ser testados para Zika se a mãe teve um teste positivo ou inconclusivo para Zika, pois muitos defeitos de nascimento não são detectados no pré-natal ou no momento do nascimento;

·        Crianças cujas mães apresentaram resultados negativos para Zika ou não foram testadas e que não nasceram com microcefalia ou calcificações intracranianas devem receber cuidados preventivos rotineiramente;

·        A suspeita de Zika deve ser levantada em crianças com dois dos sintomas acima mencionados em suas duas primeiras semanas de vida se a mãe viajou para uma das áreas afetadas, antes de duas semanas do parto;

·        A suspeita de Zika deve ser levantada em crianças que apresentam pelo menos dois sintomas depois de duas semanas de viagem a uma área afetada;

·        Os adolescentes também podem ser expostos ao vírus através do contato sexual com um homem que passou um tempo em uma área afetada.

 

Nos EUA, o vírus é uma doença de notificação obrigatória nacional e deve ser relatado para os departamentos de saúde estaduais ou locais para facilitar o teste. Os dirigentes do CDC dizem que estão trabalhando para melhorar a disponibilidade de testes de diagnóstico, mas nenhum deles está disponível no mercado americano no momento.

 

“Para lactentes e crianças que contraem o Zika através da picada do mosquito, a doença é tipicamente leve, como é nos adultos. O tratamento envolve cuidados de suporte. Nos EUA, as mortes de duas adolescentes têm sido associadas com o vírus, mas, pelo menos, uma delas tinha outras condições pré-existentes de saúde graves. Os pesquisadores também estão explorando possíveis associações entre o vírus Zika e a síndrome de Guillain-Barré”, informa o médico.

 

Vírus Zika x aleitamento

 

Chencinski destaca que “o vírus Zika já foi encontrado no leite materno, mas não há casos infantis de infecção pelo vírus relacionados com a amamentação. As entidades de saúde recomendam que as mães com diagnóstico de Zika, que vivam em áreas onde o vírus esteja se espalhando, continuem a amamentar. Não há nenhuma evidência de transmissão (através do leite materno) e nós já sabemos quais são os benefícios da amamentação”.

 

Como medida preventiva, as autoridades de saúde recomendam que as mulheres grávidas evitem viagens para áreas onde o vírus esteja disseminado, pois não há vacinas disponíveis. “Todos os que viajam para áreas onde o Zika vírus está sendo transmitido devem tomar medidas para evitar picadas do mosquito”, destaca Chencinski, membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

 

Site: http://www.drmoises.com.br

 

MW-Consultoria de Comunicação & Marketing em Saúde

 

 

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Fonte: JF

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