Bem Estar – Tira-dúvidas: médico fala sobre exercícios físicos para grávidas

 

16/01/2015 12h00 – Atualizado em 16/01/2015 12h00

Tira-dúvidas: médico fala sobre exercícios físicos para grávidas

Pessoas com problemas nas articulações devem evitar carga intensa.
Personal trainer dá dicas de exercícios para serem feitos em casa.

Gravidez
Grávidas que nunca fizeram atividade física devem ter um trabalho específico e programado. Para quem já praticava, deve readaptar os exercícios antigos.

Problemas nas articulações
Pessoas com problemas de articulação devem evitar atividades físicas com carga mais intensa. Na dúvida, pergunte ao seu médico.

Exercícios em casa
É possível fazer exercícios sem sair de casa. Monte pequenos circuitos para malhar bíceps, barriga, pernas e glúteos. Dançar também pode ser uma boa atividade.

 

Bem Estar – Tira-dúvidas: médico fala sobre exercícios físicos para grávidas.

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Mães que não perdem peso ganho na gestação podem ter doenças | JORNAL O TEMPO

Uma pesquisa conduzida por médicos do Canadá sugere que o período entre três e 12 meses depois do parto é o ideal para perder os quilos a mais ganhos durante a gravidez.

Segundo o estudo, publicado na revista especializada “Diabetes Care”, as mães que não conseguem perder o excesso de peso dentro de um ano depois do nascimento do bebê, ou engordam neste período, podem correr sérios riscos de saúde. Os pesquisadores afirmam que esse grupo pode vir a sofrer problemas como hipertensão e outros fatores que provocariam diabetes e doenças cardíacas no futuro.

O estudo revelou que os fatores de risco mais elevados para a saúde das mulheres – observados um ano depois do parto e naquelas que não emagreceram – não foram verificados três meses após o nascimento do bebê.

Os pesquisadores canadenses acompanharam o emagrecimento depois do parto de um grupo de cerca de 300 mulheres saudáveis. Eles também monitoraram fatores de risco para diabetes e doenças do coração, como a pressão sanguínea, o LDL (colesterol ruim) e a resistência à insulina (hormônio responsável pela redução da glicemia, a taxa de glicose no sangue).

“A maioria das mulheres não está voltando ao peso de antes da gravidez logo imediatamente (depois do parto) e descobrimos que o padrão típico é que mais de 80% não fazem isto durante três meses”, disse o responsável pela pesquisa, Ravi Retnakaran, pesquisador em diabetes e clínico do Hospital Mount Sinai, de Toronto. “Percebemos que o período entre três e 12 meses depois do parto é crucial. Neste período, médico e paciente devem prestar atenção ao controle do peso, o que poderá ser muito importante para a saúde metabólica e vascular a longo prazo”, afirmou Retnakaran.

Ganho de peso
Por causa do crescimento do bebê, é normal o aumento de peso durante a gravidez. Em média, ao longo dos nove meses de gestação, mulheres costumam ganhar cerca de 20% ou mais de seu peso total. Depois do parto, as tentativas de perder peso podem ser prejudicadas pela falta de exercícios e também pela falta de sono.

A pesquisa também mostrou que o peso de uma mulher um ano depois do parto é um forte indício de como será seu peso 15 anos depois.

A hipótese, segundo os médicos do Hospital Monte Sinai, é que o efeito cumulativo do ganho de peso durante cada gravidez contribui para que a mulher tenha um risco maior de desenvolver doenças como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Ao fim do estudo, os médicos descobriram que 75% das pesquisadas perderam peso entre três e 12 meses após o parto. Eles acrescentaram que a prática de exercícios foi importante para alcançar a meta. As 25% restantes que não emagreceram ou que engordaram tinham um perfil que mostrava um risco maior de desenvolver diabetes e doença cardíacas no futuro.

A enfermeira cardíaca da organização especializada em cuidados com o coração British Heart Foundation, Maureen Talbot, reconhece que pode ser difícil perder peso depois da gravidez. “Com um bebê novo você vai, sem dúvida, ficar ocupada, então não tente correr para dietas e uma rotina extenuante de exercícios. Ao invés disso, volte a fazer exercícios de forma equilibrada encaixando atividades físicas em sua rotina, por exemplo, uma caminhada na hora do almoço ou uma aula de ginástica com o bebê”, recomenda.

BBC

Mães que não perdem peso ganho na gestação podem ter doenças | JORNAL O TEMPO.

Bem Estar – Conheça o parto que oferece ‘transição suave’ para bebês

BBC

Muitas mães têm optado por não cortar o cordão umbilical e manter a placenta ligada ao bebê  (Foto: BBC)
Muitas mães têm optado por não cortar o cordão
umbilical e manter a placenta ligada ao bebê por
vários dias depois do nascimento (Foto: BBC)

Um crescente número de mulheres vem adotando uma forma diferente de dar à luz, em que o contato do bebê com a placenta é preservado por alguns dias após o nascimento: o “parto de lótus”.

Muitas das mães que optaram pela nova alternativa acreditam que a manutenção da ligação à placenta traz benefícios espirituais aos bebês.

Na prática, a placenta, expelida pela mãe após o nascimento, permanece ligada ao recém-nascido através do cordão até que este se solte sozinho, naturalmente.

Para críticos, entretanto, manter a placenta por dias pode causar sérias infecções no bebê.

Experiência diferente
A britânica Holly Lyne tem 31 anos e é escritora. Há dois anos, grávida de seu segundo filho, ela optou pelo parto de lótus.

“O meu primeiro parto foi muito traumático. E, durante a segunda gravidez, eu estava determinada a ter uma experiência diferente”, disse Lyne à BBC Brasil.

“Fiz várias pequisas durante a gravidez e o parto de lótus me pareceu uma transição suave para o bebê, do útero para o mundo exterior.”

Diferente da maioria das mulheres que optam pela alternativa, Lyne não teve um parto normal ou natural (sem anestesia).

Depois de horas em trabalho de parto em casa, acompanhada da parteira Debbie Rodhes, Lyne precisou ser levada ao hospital e submetida a uma cesariana de emergência.

Ela lembra que, quando chegou ao hospital e apresentou seu “birth plan” (plano de nascimento, em tradução livre) – protocolo comum na Grã-Bretanha, em que mãe explica exatamente como deseja o parto –, houve uma certa resistência por parte dos médicos em relação à escolha pelo parto de lótus.

“No início, eles ficaram relutantes, pois não sabiam como proceder. Mas a Debbie estava lá para me dar apoio e explicar passo a passo o que deveria ser feito.”

Apesar de ter sido submetida a uma cirurgia, Lyne deixou o hospital no dia seguinte, e foi para casa acompanhada de Alfie e sua placenta.

Rodhes disse que, nos últimos nove anos, dos 260 partos que assistiu, 25 foram feitos seguindo a técnica do parto de lótus.

Jack segura seu irmão Alfie ainda lingado à placenta (Foto: BBC)Jack segura seu irmão Alfie ainda lingado à placenta (Foto: BBC)

Polêmica
O parto de lótus causou polêmica recente no país quando obstetras expressaram grande preocupação em relação à prática, dizendo que deixar o cordão umbilical no recém-nascido por cerca de sete dias – o tempo médio que demora para o cordão se soltar – pode resultar em infecções sérias para o bebê.

“Estamos conscientes que muitas mulheres estão optando por não cortar o cordão umbilical, e isso é algo que nós não aconselhamos”, disse à BBC Brasil o obstetra Patrick O’Brian, porta-voz do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG).

No entanto, não existem números ou estudos publicados que possam ser usados para justificar ou condenar a prática.

“O número de pessoas que optam pelo parto de lótus é pequeno, e por isso eu não conheço nenhum caso de infecção. Mas o perigo está lá, pois logo após o parto a pulsação é interrompida e a placenta permanece cheia de sangue, um ambiente favorável ao desenvolvimento de infecções”, disse o obstetra.

Em um comunicado, a RCOG afirma que, “pela inexistência de pesquisa sobre a técnica de lótus (nova na Grã-Bretanha), não há nenhuma prova médica de que a manutenção da placenta traga algum benefício aos recém-nascidos”.

‘Benefício espiritual’
Debbie Rodhes, que há nove anos trabalha como parteira independente – e há três e meio também optou pelo parto de lótus –, concorda que não existem benefícios fisiológicos em manter a ligação umbilical do bebê, uma vez que a transferência de sangue da circulação placentária para a circulação fetal é interrompida cerca de 3 a 20 minutos após o parto.

Mas ela ressalta o viés espiritual do parto de lótus. “Aqueles que optam por esse tipo de parto acreditam ser uma forma de não interferência, de não separar a placenta do bebê de forma artificial”, explicou Rodhes à BBC Brasil.

“É algo espiritual deixar a separação acontecer naturalmente.”

Enquanto a origem exata do parto de lótus é desconhecida, sabe-se que a técnica foi introduzida nos anos 1980 por praticantes de ioga que exploravam os benefícios do parto natural.

Os iogues deram à prática o nome de parto de lótus, fazendo uma ligação entre a função vital da placenta durante a gestação e a relevância que a flor de lótus tem nas religiões budista e hindu.

Cuidado e separação
Lyne acredita que seu filho gostava de ter a placenta ligada à ele. “Ele brincava com o cordão, da mesma forma que fazia dentro do útero.”

Lyne e Rodhes explicam que, além de manter a área ao redor do umbigo limpa e seca enquanto o cordão não é separado, da mesma forma que é feito quando o cordão é cortado, é preciso também manter a placenta limpa.

Lyne conta que Rodhes limpou sua placenta no hospital, mas que dois dias depois, já em casa, ela começou a ficar com um cheiro ruim.

“Usamos uma combinação de água morna e sal. A água deve ser morna, porque água fria pode mandar um choque térmico pelo cordão para o bebê”, lembra Lyne.

“Afundamos a placenta dentro d’água, secamos com papel-toalha e, depois de seca, embrulhamos ela de volta em uma fralda de pano.”

No quarto dia após o parto, o cordão de Alfie caiu. No caso do filho de Rodhes, a separação ocorreu depois de três dias.

O que fazer com a placenta depois da separação? “A minha ainda está no freezer! Quero enterrá-la no meu jardim, mas preciso comprar uma planta”, disse Rodhes.

Outra briga
O parto de lótus não é novidade e, segundo Rodhes, “sempre existiu; a diferença é que hoje a prática é mais discutida como uma opção para as mães”, como tem ocorrido na Grã-Bretanha.

Já no Brasil, segundo a ginecologista e obstetra Ana Fialho, a briga ainda é outra.

“Aqui, o cordão é cortado imediatamente após o nascimento, mesmo já estando bem estabelecido pela ciência que aguardar pelo menos 3 minutos entre e o nascimento e a separação do recém-nascido da placenta diminui a taxa de anemia desses bebês com 1 ano de idade.”

Sobre recomendar ou não o parto de lótus para suas pacientes, Ana diz que não considera responsável condenar ou estimular qualquer prática sem antes estudá-la e conhecer suas consequências.

“No caso de uma família optar pelo parto de lótus, cabe ao profissional de saúde orientar como manter a placenta sob cuidados de higiene e sobre os sinais de infecção, para que o tratamento seja feito assim que necessário”, ela disse.

Apesar de discordar da prática, O’Brian concorda que a decisão final é da mãe.

“Meu conselho é não fazer, e vou ressaltar todas as coisas que podem acontecer, principalmente uma infecção muito séria.”

Bem Estar – Conheça o parto que oferece ‘transição suave’ para bebês.

Estudo: uma em cada 10 mulheres já ficou bêbada durante a gravidez | Clínica Alamedas

Terra

​Mais de uma em cada 10 mulheres já ficaram bêbadas durante os primeiros três meses da gravidez, indicam pesquisadores. Além disso, 12% confessam o consumo excessivo de álcool durante o primeiro trimestre da gestação, enquanto 0,5% admitiram beber muito entre o terceiro e sexto mês.

As informações são do site do jornal britânico Daily Mail sobre uma pesquisa desenvolvida pelo Norweigen Institute of Public Health, que mostrou também que 16% das participantes do estudo mantêm um consumo leve de álcool durante os três primeiros meses, enquanto 10% também estendem o hábito para o segundo trimestre.

O time que conduziu o estudo descobriu que este consumo está ligado às emoções negativas como ansiedade e depressão. Mulheres que possuem a chamada “afetividade negativa” tendem a ter uma visão desfavorável de si mesmas e do mundo em geral. Estudos anteriores já associaram emoções negativas como estresse e a intensidade de reações emocionais à probabilidade do uso de substâncias intoxicantes.

Os autores dizem que mães que usam álcool durante a gravidez aumentam o risco de terem filhos prematuros, com baixo peso ou ainda desenvolverem a síndrome alcoólica fetal e até mesmo a morte do feto.

 O doutor Steve Larson, que conduziu o estudo, disse são precisos novos estudos para entender por que as mulheres continuam bebendo neste perído, alheias às recomendações de saúde. “Nossas descobertas mostram claramente uma relação entre as emoções negativas ao uso leve de alcool ou em excesso durante a gravidez”.

Estudo: uma em cada 10 mulheres já ficou bêbada durante a gravidez | Clínica Alamedas.