Maioria das enfermeiras nos EUA não se sente preparada para tratar ebola – Terra Brasil

Mais de três quartos das enfermeiras nos Estados Unidos não se sentem preparadas para tratar adequadamente pacientes com ebola, segundo uma pesquisa da National Nurses United divulgada nesta segunda-feira. A pesquisa, realizada com duas mil enfermeiras da maior associação de profissionais do setor no país, revelou que 85% das entrevistadas afirmam não ter recebido informação suficiente em seus locais de trabalho para identificar e interagir com pacientes com sintomas do vírus ebola. O primeiro caso de contágio dentro dos EUA foi exatamente de uma enfermeira de 26 anos, Nina Pham, que atendeu Thomas Eric Duncan, o primeiro doente de ebola diagnosticado no país, no hospital Presbiteriano de Dallas. Duncan morreu na última quarta-feira. A pesquisa apontou que 75% das enfermeiras afirmaram que seus hospitais não comunicaram a existência de uma política específica a respeito de “potenciais admissões” de pacientes infectados pelo vírus, enquanto 36% assinalaram que não há roupas adequadas para entrar em contato com pacientes de ebola. Após a confirmação de contágio de Pham neste domingo, ela permanece isolada e está “clinicamente estável”, disse hoje o diretor dos Centros de Controle de Prevenção e Doenças (CDC) de EUA, Thomas Frieden, em entrevista coletiva. Por causa deste contágio, o primeiro ocorrido dentro do país, Frieden afirmou que “os Estados Unidos devem repensar o modo como abordam o controle do ebola em seu próprio território”. As autoridades sanitárias continuam a investigar como ela foi infectada. Durante seu contato com Duncan, Pham usou traje de proteção, com roupão, luvas e máscara, mas “em algum momento houve uma falha no protocolo” de segurança, disse ontem Frieden. Obama ordenou que seja realizada “o mais em breve possível” uma investigação da “aparente” falha nos protocolos de controle de infecções do hospital afetado. EFE

Maioria das enfermeiras nos EUA não se sente preparada para tratar ebola – Terra Brasil.

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G1 – Veja perguntas e respostas sobre o vírus ebola – notícias em Ebola

O Ministério da Saúde do Brasil investiga se um africano que estava em Cascavel (PR) pode ser o primeiro caso de importação de ebola registrado no país. A doença, causada por um vírus, já afetou mais de 8 mil pessoas e matou ao menos 4 mil delas, segundo balanço de 5 de outubro divulgado pela Organização Mundial da Saúde, agência das Nações Unidas.

Inicialmente, o ebola atingiu seu ápice no continente africano, que enfrenta um surto sem precedentes em relação ao número de pessoas infectadas, de mortos e extensão geográfia. Guiné, Libéria, Nigéria, Senegal e Serra Leoa tiveram ocorrências.

Nos últimos dias, o vírus também foi detectado nos Estados Unidos e na Espanha, país que registrou o primeiro caso de contaminação autóctone fora da África.

Causador da febre hemorrágica, o vírus é um dos mais mortais que existem. Ele mata até 90% dos infectados e ainda não há vacina disponível para uso na população.

Ele foi registrado nos primeiros seres humanos em 1976, em Yambuku, uma aldeia na República Democrática do Congo, às margens do Rio Ebola. Desde então, mais de 20 surtos da doenças ocorreram em países da África Central e Ocidental.
V2 – Entenda o ebola e suas consequências (Foto: G1)

Veja abaixo perguntas e respostas sobre essa doença:

O Brasil já confirmou se há alguém com ebola no país?
Não. O Ministério da Saúde divulgou que um homem de 47 anos, da Guiné, país que é um dos mais afetados pelo ebola, se apresentou em um hospital de Cascavel (PR). Ele alegou ter retornado da África em 19 de setembro e, entre esta quarta-feira (8) e quinta-feira (9), passou a sentir febre. Segundo a pasta, o paciente estaria no 21º dia da possível infecção, prazo máximo para a incubação do vírus. Por isso, todos os protocolos internacionais foram efetuados para evitar uma proliferação, caso seja confirmada a enfermidade. Ele foi levado ao Rio de Janeiro e encaminhado ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), referência em doenças infecciosas.

Como o ebola se manifesta na pessoa doente?
O ebola é uma doença grave causada por vírus. Ela é muitas vezes caracterizada pelo início súbito de febre, fraqueza intensa, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. Depois vêm vômitos, diarreia, funções hepática e renal deficientes, erupções cutâneas, e, em alguns casos, sangramentos internos e externos, com interrupção do funcionamento dos órgãos. Exames de laboratório incluem baixa de glóbulos brancos e de plaquetas e aumento das enzimas hepáticas. O período de incubação do vírus pode durar de dois dias a três semanas, e o diagnóstico é difícil.

Como o vírus se espalha?
Seres humanos pegam o vírus por meio do contato próximo com animais infectados, incluindo chimpanzés, gorilas, antílopes e morcegos que se alimentam de frutas. Os morcegos da família Pteropodidae são considerados os hospedeiros naturais da doença. O ebola também passa de uma pessoa para outra, por contato direto com sangue contaminado, fluidos corporais ou órgãos, ou indiretamente, por meio do contato com ambientes contaminados. Os funerais daqueles que tinham a doença podem ser um risco, se as pessoas presentes têm contato direto com o corpo.

Onde ocorre a epidemia atualmente?
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o maior número de casos foi registrado na Libéria, seguido de Serra Leoa e Guiné. Nesses três países, o número de contaminados e mortos tem aumentado a cada novo balanço divulgado pela agência da ONU. Senegal e Nigéria também registraram ocorrências, mas, aparentemente, o surto foi controlado.

Os Estados Unidos acenderam o alerta ao registrar o primeiro caso importado da doença. Thomas Eric Duncan, da Libéria, visitava sua noiva no Estado do Texas quando sentiu os sintomas da doença. Ele morreu em um hospital de Dallas na quarta-feira. O país investiga possíveis casos suspeitos.

A Espanha registrou o primeiro caso de contágio do ebola fora da África. Uma enfermeira foi contaminada ao cuidar de dois missionários, também espanhóis, que contraíram a doença em Serra Leoa. Eles acabaram morrendo. A mulher está internada em estado grave.

Segundo Luis Gomes Sambo, diretor regional da OMS para a África, “o atual surto tem o potencial de se espalhar para fora dos países afetados e além da região se medidas urgentes e relevantes de contenção não forem postas em prática”, acrescentou.

A doença pode ser levada de avião a outros países, espalhando a epidemia?
É possível que uma pessoa com ebola viaje de avião, mesmo a lugares distantes, já que a doença pode levar três semanas para se manifestar. No entanto, o professor William Shaffner, da Universidade Vanderbilt, nos EUA, em entrevista ao site americano LiveScience, apontou que não é muito provável que essa doença se espalhe da forma como tem ocorrido nos países africanos se os serviços de saúde agirem de forma a isolar as pessoas contaminadas. “Os serviços médicos ocidentais provavelmente lidariam relativamente bem em ‘capturar’ o ebola quando ele chegasse, porque estaríamos cientes de que as pessoas vieram de áreas afetadas”. Ele destaca que para ser contaminado é preciso ter contato próximo com uma pessoa doente, com troca de fluidos corporais. “Estar com a mesma pessoa num só ambiente, por si só, não é perigoso”.

Há necessidade de fechar fronteiras e restringir voos por causa da epidemia?
A OMS, por enquanto, não recomenda restrições de viagens ou fechamento de fronteiras devido ao surto de ebola. Mesmo assim, a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, anunciou no dia 27 de julho o fechamento da maior parte das fronteiras terrestres do país, depois que o vírus se espalhou para duas das maiores cidades do oeste da África. As companhia aéreas British Airways e Emirates suspenderam seus voos para países da África Ocidental. A partir deste sábado, os Estados Unidos, passarão a introduzir os testes de detecção de ebola nos aeroportos. A medida inicia em Nova York. Nos outros locais, são esperados para a próxima semana.

Por que nos países afetados a doença está se espalhando dessa maneira?
Um problema grave que fomenta a epidemia atualmente é que naquela região há hábitos tradicionais como lavar os cadáveres antes do funeral, o que gera um contato capaz de transmitir o ebola. A OMS já disse publicamente que essas práticas culturais “contribuem fortemente” para a epidemia. Além disso, há muito movimento de pessoas através das fronteiras de Guiné, Libéria e Serra Leoa, o que posssibilitou à epidemia se tornar internacional.

G1 – Veja perguntas e respostas sobre o vírus ebola – notícias em Ebola.

G1 – 70 morrem no Congo por infecção: OMS esclarece que não é ebola – notícias em Ciência e Saúde

Pelo menos 70 pessoas morreram no norte da República Democrática do Congo devido a um surto de gastroenterite hemorrágica, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira, negando que a doença fosse o ebola.

Um relatório da OMS datado de quinta-feira (21) e obtido pela Reuters informou que 592 pessoas haviam contraído a doença, das quais 70 morreram. Cinco profissionais de saúde, incluindo um médico, estão entre os mortos.

“Isso não é ebola”, disse um porta-voz da OMS em e-mail à Reuters nesta quinta-feira.

Um padre local, que pediu para não ser identificado, afirmou que a doença afetou várias aldeias e estimou que o número de mortos passava de 100.

O ministro da Saúde do Congo, Felix Kabange Numbi, e uma equipe de especialistas foram enviados na quarta-feira para a região depois de relatos de várias mortes.

O surto começou na província remota do Equateur, onde o primeiro caso de ebola foi relatado, em 1976, levando a especulações de que era a mesma doença, que já matou mais de 1.350 pessoas em um surto na África Ocidental.

Os sintomas das duas doenças são semelhantes e incluem vômitos, diarreia e hemorragia interna. Mas a taxa de mortalidade deste surto de gastroenterite hemorrágica é muito menor do que o surto de Ebola na África Ocidental: em torno de 12% contra perto de 60%.

G1 – 70 morrem no Congo por infecção: OMS esclarece que não é ebola – notícias em Ciência e Saúde.

Cientistas querem usar nanotecnologia para “fritar” vírus Ebola -IDGNOW

Nanoestrelas de ouro conseguiriam interromper a mutação do vírus, que até agora matou mais de 1,2 mil pessoas, e por meio de aquecimento matariam suas células

Cientistas da Universidade de Northeastern estão usando nanotecnologia para encontrar um tratamento efetivo contra o vírus Ebola, que já matou 1,2 mil pessoas e infectou um número ainda maior de doentes.

A dificuldade para encontrar uma vacina para o vírus está ligada ao fato de que ele sofre mutações em grande velocidade. Como achar um jeito de segurar um vírus que está mudando de forma a toda hora? O professor Thomas Webster, que também é chairman de bioengenharia e engenharia química na Northeastern acredita que a resposta está na nanotecnologia.

Mais precisamente nas nanopartículas que estão sendo desenvolvidas por Webster e que poderiam impedir o vírus de mutar e matá-lo. A capacidade fazer isso seria um elemento vital para virar o jogo contra o vírus mortal que muitos cientistas e médicos temem possa se espalhar rapidamente pelo mundo.

Doença virulenta

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que o vírus Ebola, antes conhecido como febre hemorrágica Ebola, é uma das doenças mais virulentas do mundo, com uma índice de fatalidade de 90%. O Elbola se espalha por contato direto com sangue, fluidos corporais e tecidos de animais ou pessoas infectados.

As autoridades de saúde tentaram conter sem sucesso a epidemia, que começou na Guiné e se espalhou pela Libéria e Nigéria. Os países declararam emergência de saúde por causa disso. Não há uma vacina ou tratamentos específico para o vírus, embora várias vacinas tenham sido testadas sem êxito, segundo a OMS.

Nano contra Nano

“Como os vírus, e o Ebola, são nanoestruturas, muitos de nós acreditam que o único jeito de atacá-los é usando a mesma arma, ou seja, outros nanomateriais”, diz Webster. “Em nanotecnologia voltamos a atenção para o desenvolvimento de nanopartículas que podem se grudar quimicamente  aos vírus e então interromper sua disseminação”, explica o cientista.

Os nanomateriais poderiam mudar a estrutura do vírus de forma que ele não mais conseguisse entrar nas células do hospedeiro para se replicar. “Também estamos desenvolvendo nanopartículas de ouro que podem grudar no Ebola e em outros vírus e quando aquecemos o ouro usando ondas de raios infravermelhos podemos seletivamente matar o vírus Ebola que está alojado no doente”, explicou Webster à Computerworld.

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Uso contra o câncer

Uma técnica similar foi testada para matar células cancerígenas. Há pouco mais de um ano, um time de pesquisadores da Universidade de Cornell anunciou que tinha conseguido matar células de câncer do colo do reto usando a técnica de aquecer nanopartículas de ouro associadas a elas. Está provado que o calor é um assassino de células cancerígenas, mas os pesquisadores descobriram que se o corpo todo do paciente tiver a temperatura elevada há prejuízo também para as células saudáveis.

Os pesquisadores da Cornell idealizaram um jeito de atacar apenas as células malignas com a onda de calor, usando as nanopartículas de ouro associadas às células porque elas amplificam o calor diretamente dentro do tumor. Ao usar um laser próximo do infravermelho, a nanopartícula pode ser aquecida a até 50oC, o que é suficiente para matar muitas células cancerígenas. O trabalho mostrou um aumento de três vezes do número de células mortas e uma redução “substancial”, porém ainda incompleta, do tumor em 30 dias.

Nanoestrela

Os cientistas da Northeastern querem fazer o mesmo tratamento contra o vírus Ebola. Para tornar o aquecimento mais efetivo, Webster e seus colegas decidiram aquecer uma superfície maior para poder danificar o maior número de células do vírus. Isso fez com que eles criassem uma nanoestrutura maior que uma nanopartícula comum, explica a Northeastern.

Eles criaram então uma “nanostar” (ou nanoestrela) que tem maior área de superfície que uma nanopartícula esférica. “Ela pode aquecer mais rápido que uma esfera e consegue atacar mais células do vírus assim que eles absorvem a partícula”, explica Webster.

O cientista no entanto diz que ainda vai levar entre 5 a 10 anos para ter um tratamento definitivo para o Ebola usando a nanotecnologia. Ele lembra que outros laboratórios estão trabalhando na mesma linha, portanto há mais chances da cura pela nanotecnologia chegar mais cedo.


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