Livro “Manual do Autismo” explica o transtorno de forma didática – CRESCER | Desenvolvimento

Segundo a obra, 600 mil jovens brasileiros são portadores do espectro autista

O transtorno do espectro autista é um enigma para a medicina e para os pais. Cada vez mais, pesquisas surgem na tentativa de explicar sua causa. Outros estudos buscam encontrar uma possível cura para o autismo e formas de acelerar o diagnóstico precoce. No meio disso tudo estão as famílias, que, depois do baque do diagnóstico do filho, precisam encontrar a melhor forma de oferecer meios para a criança se desenvolver e ter qualidade de vida.

Pela complexidade do assunto e com o objetivo de ajudar pais, educadores e outros profissionais, o psiquiatra Gustavo Teixeira acaba de lançar o livro Manual do Autismo (Ed. Record, R$ 25) como um guia que explica o transtorno do espectro autista, formas de tratamento e alguns sinais da criança que servem de alerta para investigação. Conversamos com Teixeira sobre alguns pontos que geram dúvidas sobre o autismo, que também podem ser encontrados em sua obra.

CRESCER: Por que no Brasil o diagnóstico pode chegar tardiamente, quando a criança já tem 8 anos? E o que precisaria ser feito para melhorar a descoberta precoce do transtorno do espectro autista?
GUSTAVO TEIXEIRA
: Infelizmente, o sistema de saúde é muito falho, falta profissionais qualificados para avaliar, oferecer diagnósticos corretos e ofertar tratamento adequado. Para melhorar a descoberta precoce do transtorno do espectro autista precisamos capacitar os médicos pediatras para que estejam atentos aos atrasos do desenvolvimento. Infelizmente, a postura de “aguardar para ver o que acontece” é a regra, e esse é um dos motivos pelo qual o problema é tardiamente diagnosticado. Desta forma perdemos verdadeiras “janelas de oportunidade” para tratar precocemente essas crianças.

O que você diria aos pais como sendo o principal passo assim que recebem o diagnóstico do filho para o transtorno do espectro autista?
CONHECIMENTO é a palavra-chave para um tratamento adequado. Estudem e se informem sobre o problema de seu filho. Esse é o principal objetivo do Manual do Autismo. Além disso, a família deve procurar ajuda especializada de um médico psiquiatra da infância ou neuropediatra especialista em transtorno do espectro autista. Essa criança deve ser atendida por uma equipe interdisciplinar, envolvendo psicóloga cognitivo-comportamental, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, entre outros profissionais.

O que mais prejudica uma criança com o transtorno no dia a dia?
No dia a dia o que mais prejudica é o preconceito. O preconceito faz com que instituições de ensino não se modernizem, não se interessem em incluir o aluno, não entendam as necessidades especiais dessa criança e isso prejudica muito sua evolução. O preconceito da família também atrapalha o tratamento, pois é muito comum as famílias negarem o problema e, assim, perdemos oportunidades de ouro para intervir precocemente.

Falando em escola… Muitos pais de filhos autistas acreditam que o melhor para elas é entrar em uma escola especial. Você concorda com isso?
Depende da gravidade do transtorno do espectro autista. Casos leves e moderados podem ser incluídos em turmas regulares de ensino, enquanto quadros graves se beneficiam mais da aprendizagem em turmas especiais. Portanto, cada caso é um caso e deve ser individualmente discutido e organizado pela equipe interdisciplinar de tratamento em conjunto com a instituição de ensino.

 

 

Fonte: Livro “Manual do Autismo” explica o transtorno de forma didática – CRESCER | Desenvolvimento

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