GenPeace: Alergia e transgênicos – Republicação

Crítica ao texto em
Copio e colo abaixo um texto publicado no blog Alimentação e Saúde Infantil – Nutrição consciente desde a infância. Após cada parágrafo ou depois de dois ou três eu junto meus comentários (em vermelho). Lá no blog original também fiz comentários, mas a pessoa responsável me espinafrou, me chamando de ignorante e acusando a CTNBio se ser um valhacouto de vendidos às grandes empresas (as críticas estão no final desta postagem, com o merecido reply). Tanto o texto original quanto a resposta apenas amealham o besteirol que circula na internet. Uma pena, porque o blog em geral tem boas informações. O que a distorção ideológica não faz!
La vai.
Alergias alimentares x Transgênicos em carnes de animais alimentados com transgênicos
novembro 24, 2014 por Alimentação e Saúde Infantil
É sabido que leite, soja e ovos são os principais alimentos causadores de alergias alimentares, especialmente em crianças.
Não é exatamente assim: a ordem em que estes alimentos aparecem varia de país para país e mesmo de região para região. No Brasil a soja está entre as fontes de alergenos, basta ler o documento de consenso, de 2007 (http://www.crn2.org.br/pdf/artigos/artigos1285071282.pdf), sugerido pela pessoa que postou este texto numa réplica a um comentário meu. Mas o fato da soja estar na tabela em nada indica que ela é uma das fontes de alergenos mais importantes. De forma alguma! Ovo, leite, amendoim, castanhas, corantes, crustáceos, kiwi, e muitos outros vêm na frente, dependendo do lugar do Brasil. Mas esta questão não é relevante: o ponto é que dos alergenos da soja (Globulinas, 7S: β-conglicina, β-amilase, Lipoxigenase, Lecitina, 11S: glicinina, Proteínas do soro, hemaglutinina, Inibidor de tripsina, uréase) nenhum é produzido em maior quantidade nas sojas transgênicas e as novas proteínas que elas contêm não são alergênicas. A discussão da contribuição da transgenia na alergenicidade da soja se esgota aqui.
Entre 2005 e 2006, uma petição com um milhão de assinaturas circulou pela Europa exigindo maiores informações sobre a presença de organismos geneticamente modificados em produtos originários de animais consumidores de rações transgênicas, principalmente carnes, leite e ovos.
O que os europeus fazem não é dirigido pela ciência, mas pela percepção pública, que é coisa muito diferente. O consumo dos transgênicos pelos animais significa que as proteínas novas serão degradadas no trato digestivo deles e os aminoácidos vão virar proteínas de vaca, galinha, porco ou seja lá qual for o bicho que comer a ração. Não vai existir nenhuma proteína nova na carne, nos ovos ou no leite. Isso contraria a fisiologia e está amplamente demonstrado na literatura séria.
Atualmente, as principais preocupações da comunidade cientifica mundial, sobre os efeitos adversos dos organismos geneticamente modificados (OGMs), centram-se na transferência à resistência aos antibióticos, graus de toxicidade e potencial alergenicidade dos produtos manipulados geneticamente.
Num comentário que envie em resposta a este texto, deixei claro que a transferência de genes de antibiótico de plantas para qualquer outro organismo (exceto as plantas da mesma espécie e as sexualmente compatíveis) é uma fantasia. Além disso, o gene teria que se expressar no nosso organismo, mas está sob controle de um promotor de planta (ou de vírus de planta). É como querer jogar um astronauta com um canhão na Lua: só na ficção científica do bom Júlio Verne. Também esclareci que nenhuma proteína nova expressa pelas plantas transgênicas é tóxica, nem muito menos os alimentos formulados com estas plantas, exceto nas mãos de Séralini, da Judy Carman e de uns poucos outros, cujo método em seus experimentos está muito longe da Ciência. Por fim, falei também que as proteínas novas não são alergênicas e, como comentado acima, as proteínas alergênicas já encontradas na palnta convencional não estão em maior quantidade nas transgênicas. Desafio quem quer que seja a demonstrar o contrário com dados científicos, e não citações das especulações teóricas do Jack Heinemann nem alguma bizarria isolada publicada por aí. Concluo: as principais preocupações dos cientistas sérios passam longe destas três coisas citadas acima.
Em 2002, o médico imunologista e alergologista londrino, Gideon Lack, escreveu sobre a migração de DNA de alérgenos para culturas de não-alérgenos, em Clinical risk assessment of GM foods.
No documento, o alergologista discorreu sobre o primeiro cenário de contaminação cruzada ocorrido em 1996, quando proteínas de castanha do Brasil foram transferidas para a soja transgênica.
Dessa forma, a proteína expressa na soja cultivada manteve sua alergenicidade, e pacientes alérgicos ás castanhas, sem respostas para soja, passaram a apresentar resposta mediada por IgE para alergia à soja.
Se uma planta transgênica expressar um alergeno de outro organismo, seguramente pode acontecer que ela se torne um problema no mercado, uma vez que um risco não suspeitado para o consumidor. Por isso, esta tal soja com proteína de castanha do Pará não está à venda e também por isso todas as plantas GM no mercado não expressam alergenos novos. Seria uma imprudência criminosa. Os que se opõem aos OGMs sempre citam este caso da soja com proteínas da castanha, mas “esquecem” de dizer que esta coisa não está à venda em canto algum do planeta e as que estão não têm novos alergenos.
Pesquisas mais recentes apresentam comprovações sobre a deposição de frações transgênicas, não apenas em outras plantas, mas também em tecidos de animais alimentados com esses alimentos.
Uma revisão da literatura conduzida pela ONG Testbiotech encontrou crescentes evidências de que fragmentos de DNA de plantas transgênicas podem ser encontrados em leite, órgãos internos e músculos de animais.
Em abril de 2010, cientistas da Itália relataram a presença de sequências de DNA de soja transgênica em leite de cabras.
Traços deste DNA foram também encontrados nos cabritos e crianças alimentadas com o leite dessas cabras.
Em outra pesquisa, cientistas encontraram traços de plantas transgênicas em órgãos de peixes.
Professor Jack Heinemann. Universidade de Canterbury, Nova Zelândia, in: Report on Animals Exposed to GM Ingredients in Animal Feed
Todas estas pesquisas mostram o que já se sabe faz tempo: diminutas frações de DNA do que a gente come circula no sangue e está presente em outros fluidos corporais (leia tambémhttp://genpeace.blogspot.com.br/2013/08/genes-inteiros-podem-passar-do-alimento.html). Numa concentração muito maior estão os DNAs do próprio comedor… Assim, que toma leite de vaca ingere quantidades importantes de DNA e de RNA fita dupla, este último contendo sequências silenciadoras de genes muito semelhantes, senão idênticos, aos nossos. Idem prá quem come bife, carne de porco, de ovelha ou de cabrito. Também ingerimos DNA e iRNA de aves e peixes, embora as sequências sejam menos semelhantes aos nossos genes. Entretanto, isso não tem qualquer impacto em nossa saúde, porque estes DNAs não são incorporados às nossas células nem usados para nada, assim como os iRNAs. Idem para os recombinantes. O Heinemann adora especular sobre isso (o report completo dele está aqui:http://www.biosafety-info.net/file_dir/16329274254b0b792716b0f.pdf), mas em geral só conta uma parte da história, centrando a atenção do leitor nos transgenes… Nada do que está no report dele é novidade para os avaliadores de risco.
Transgênicos e Saúde Humana
O professor do programa de pós-graduação em Recursos Genéticos Vegetais da UFSC, Miguel Pedro Guerra, defensor de maior cautela com transgênicos, comentou sobre a incorporação de novas proteínas na cadeia alimentar e a ocorrência de alergias provocadas pelas modificações genéticas, em entrevista para a revista Galileu.
A revista Galileu está longe de ser uma publicação com o rigor científico para transformar em fatos algumas especulações. O fato é que as novas proteínas que são expressas pelas plantas transgênicas hoje no mercado não são alergênicas. Entendo a preocupação dos alergologistas, mas eles precisam se debruçar sobre as evidências científicas e não se fiarem em conversa mole de internet ou de certas revistas dde popularização da ciência.
Para o professor, o FDA (agência americana que regula alimentos e remédios nos EUA) não conduziu testes e, em simplificação surpreendente, liberou plantas para o cultivo com base apenas no conceito de equivalência substancial.
Absolutamente errado: o FDA (e, no caso das plantas Bt, também o EPA, além da CTNBIo, da EFSA, do FSANZ, etc) avaliaram dezenas de outros aspectos alimentares. Para o caso das alergias o que é rotina? Ver se as novas proteínas não apresentam características indesejáveis de termoestabilidade e resistência aos fluidos gástricos e ver se suas sequências não têm similaridade com alergenos conhecidos dos bancos de dados. Pois é, nenhuma das proteínas transgênicas expressas pelas plantas aprovadas para consumo tem estas características… Parece que o professor está equivocado ou foi mal interpretado pela revista Galileu.
Por esse conceito, plantas transgênicas são equivalentes às não-transgênicas.
Mas, muitos cientistas discordam dessa simplificação.
“Desde 1996, bactérias, vírus e outros genes introduzidos artificialmente no DNA de soja, milho e sementes de algodão e canola implicam em riscos de reações alérgicas mortais”, comenta Jeffrey M. Smith, do Instituto de Responsabilidade Tecnológica (IRT), com sede nos EUA.
O Jeffrey Smith é um charlatão e não um cientista, e este instituto é uma miragem para não usar uma palavra mais forte. Nenhum médico, nutricionista, biólogo ou qualquer outro profissional que respeite a ciência pode levar a sério um cara destes. Só a nossa mídia meio desorientada e sequiosa de más notícias. Tudo o que ele afirma não merece comentários.
“E as provas, colhidas ao longo da última década, sugerem ainda que estão contribuindo para o aumento das alergias alimentares em todo o mundo. Os cientistas sabem há muito tempo que os transgênicos podem causar alergias”, afirma.
O Reino Unido é um dos poucos países que realiza uma avaliação anual das alergias alimentares.
Em 1999, pesquisadores ingleses ficaram alarmados ao descobrirem que as reações à soja dispararam em 50%, em relação ao ano anterior.
E depois de 99? Sonhar é possível…
A soja geneticamente modificada havia entrado recentemente no Reino Unido, a partir de importações dos EUA.
Gozado é que nos EUA mesmos nãos e viu esta subida imensa, apesar da vigilância enorme das autoridades de saúde. Como a fonte deve se o tal IRT, fá se vê que é tudo bobagem.
Na manifestação tardia de alergias, até que um alimento seja consumido com certa frequência, não é possível detectar o processo alérgico.
 “O único teste definitivo para alergias”, segundo o ex-microbiologista do FDA, Louis Pribyl, “é o consumo por pessoas afetadas, o que pode ter implicações éticas em se tratando de estudos programados.”
Isso é verdade: não há testes em animais que apontem novos alergenos. Por isso o Codex Alimentarius estabeleceu um protocolo para avaliar novos alergenos e é ele quem vem sendo seguido. Quanto ao aumento das alergias à soja ou milho, se existe pode ter várias causas, mas uma alergia específica às proteínas EPSPS, Cry (várias), VIP, Bar, etc., nunca foi demonstrada (e muito menos uma alergia cada vez mais comum), embora seja muito simples o teste. Por que? Porque simplesmente não existe.

Ainda conforme documento do IRT, culturas OGMs podem criar novas alergias.

Em 2010, o Dr. Michael Hansen, PhD em impactos da biotecnologia na agricultura e cientista sênior da Consumers Union, ao participar  de evento sobre transgênicos, em São Paulo, comentou que, no início de sua utilização, os transgênicos ocasionaram redução no uso de agrotóxicos. Porém, gradativamente, esse uso passou a duplicar.
O aumento de agrotóxicos, se existir, é só para herbicidas. O consumo de inseticidas reduziu muito desde a adoão das plantas Bt. Toda informação deste IFT é suspeitíssima, por princípio.
O glifosato, princípio ativo do herbicida Roundup Ready (RR), da Monsanto, possui forte relação com prejuízos à saúde humana como reprodução indevida de células, aumento nas taxas de abortos espontâneos, má formação fetal e manifestações imunitárias como alergias alimentares.
Todo pesticida é tóxico, mas o glifosato é dos menos tóxicos entre os herbicidas e por isso as plantas transgênicas foram feitas tolerantes a eles. A oposição ferrenha ao glifosato tem uma razão bem clara: ele é originalmente da Monsanto, a personificação empresarial do capeta na Terra… Quem vende a ideia de que o glifosato é muito perigoso não sabe nada de toxicologia.
Atenção!
Transgênicos na alimentação dos bebês e crianças menores:
Atualmente, além de muitos corantes, açúcar, xarope de milho ou outro adoçante artificial, a maioria das farinhas engrossantes para bebês e produtos lácteos, incluso  certas marcas de leite em pó, possuem transgênicos em suas composições, sem qualquer declaração nos rótulos.
Não é bem assim: vários destes produtos (por exemplo, a Maizena) já têm rotulo. Já o leite em pó, se não contiver adição de soja, é tão transgênico quanto um canguru.
Mulheres que amamentam, especialmente alérgicos, devem observar também a ingestão de carnes e ovos quando frente a alguma reação do lactente.
Fontes bibliográficas
Só a citação grifada em verde provem de uma revista científica, o resto (em amarelo) é especulação das OGNs e institutos contra a biotecnologia agrícola (Greenpeace, Idec, etc.) ou blogs e revistas populares.O assunto da referência em verde é importante, mas não existe uma planta do jeito que ele estudou no mercado hoje.
Influência sobre CTNBio é trunfo das gigantes da transgenia
Comissão responsável por liberar pesquisa, produção e comercialização de transgênicos no Brasil é integrada por cientistas ligados às empresas do setor. Disponível em: Repórter Brasil.
Legalizados há 10 anos, transgênicos vivem apoteose
Lei 10.688/2003, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impulsionou o mercado dos transgênicos, lavouras de soja e devastação da Amazônia para plantio.
Dossiê Transgênicos: os dois lados da moeda. Revista Galileu. Editora Globo.
Por fim, comento algumas das severas críticas que o autor (ou autora) do texto acima fez a mim e à CTNBio.
Em primeiro lugar, senhor professor “que possui um site em que apoia incondicionalmente os transgênicos”, basta consultar as fontes do artigo para ver que tudo está sendo pesquisado e estudado por cientistas que não possuem o rabo preso com empresa alguma, e trabalham em busca do que realmente pode ser útil e bom para o progresso da humanidade.
Não existe esta história de “rabo preso”: ou o artigo tem qualidade e os dados podem ser repetidos e serão confirmados e estendidos por outros autores, ou a coisa não presta. No caso dos resultados de Séralini e de uns poucos outros que enxergam problemas enormes nos transgênicos, o que falta é método científico nos seus experimentos e isso nada tem a ver com serem independentes ou não. Aliás, para conhecimento do público, o Séralini é amplamente subsidiado pelos grandes supermercados europeus que não vendem transgênicos e por um laboratório que produz “detoxificantes” contra… transgênicos. Vai ter o rabo preso lá na China!

Em segundo lugar, ao colocar que “… dizendo que a soja é um dos principais alergenos na infância. De onde o autor arrancou isso? Está inteiramente equivocado.”
Respondo:
De inúmeros artigos nacionais e internacionais que podem ser acessados pelo senhor através da internet, se desejar, ou livros.
O fato de o senhor desconhecer o assunto não o torna um equivoco. O equivoco está na sua falta de conhecimento sobre o assunto. Entre os inúmeros estudos sobre o tema sugiro que leia esse:
Documento conjunto elaborado pela Sociedade Brasileira de Pediatria e Associação Brasileira de Alergia e Imunopatolia:
A alergia alimentar é mais comum em crianças. Estima-se que a prevalência seja aproximadamente de 6% em menores de três anos e de 3,5% em adultos e estes valores parecem estar aumentando(…) 
São identificados como principais alérgenos responsáveis pela alergia alimentar em crianças: o leite de vaca, o ovo, o trigo, omilho, o amendoim, a soja, os peixes e os frutos do mar. 
Leia completo com quadro e maiores explicações no link acima.
A leitura atenta do documento de consenso, de 2007, citado (http://www.crn2.org.br/pdf/artigos/artigos1285071282.pdf), mostra o que se sabe: a soja tem alergenos. Mas o fato dela estar na tabela em nada indica que ela é uma das fontes de alergenos mais importantes. De forma alguma! Ovo, leite, amendoim, castanhas, corantes, crustáceos, kiwi, e muitos outros vêm na frente, dependendo do lugar no Brasil, grupo de consumidores, etc.. Mas esta questão não é relevante: o ponto é que dos alergenos da soja (Globulinas, 7S: β-conglicina, β-amilase, Lipoxigenase, Lecitina, 11S: glicinina, Proteínas do soro, hemaglutinina, Inibidor de tripsina, uréase) nenhum é mais produzido nas sojas transgênicas do que nas convencionais e as novas proteínas que elas contêm não são alergênicas. O mesmo vale, aliás, para o milho, a canola, o algodão, etc. Ponto.
O senhor não possui base cientifica para afirmar em caps lock e refutar nada do que foi pesquisado e publicado no exterior sobre a contaminação cruzada em transgênicos.
Que diabos é contaminação cruzada de transgênicos? Se é a presença de novos alergenos em alimentos, pela expressão de novas proteínas, a resposta é: esta coisa não existe, porque as novas proteínas não são alergênicas (são rapidamente degradadas no fluido digestivo e não têm semelhança de sequência com qualquer alergeno conhecido nos bancos de dados). Quem parece não possuir formação científica suficiente para entender isso (ou lhe falta vontade) é o autor das críticas a mim.
O número de alergias múltiplas vem aumentando significativamente, nos últimos anos, em paralelo ao aumento do comércio de transgênicos, no mundo todo.
O senhor pode espernear quanto quiser, pois a verdade aparece quando tiver que aparecer.
O número de alergias múltiplas também aumenta com o aumento das refeições feitas fora de casa, com o consumo de orgânicos e com um mundo de outras coisas, com coeficientes de correlação tão bons quanto com o consumo de transgênicos. A causa deste aumento é múltipla e, provavelmente, os transgênicos nada têm a ver com isso porque não existe um mecanismo causal provável (já comentei antes que as proteínas novas expressas pelos transgênicos não parecem ser alergenos e que os alergenos conhecidos das plantas convencionais não estão em maior concentração nas plantas transgênicas, tudo isso é muito bem conhecido). Imaginar que uma simples correlação estatística tosca, como esta, tem um significado importante é desconhecer o método cientifico.
Infelizmente, em alguns momentos da história, um pouco tarde, e à custa da vida de milhares ou milhões de pessoas. Seja mais responsável. Desserviço é o senhor afirmar algo apenas sustentado por sua falta de conhecimento mais profundo sobre o assunto (alergias, transgênicos, etc.).
E, ademais, é importante que além de consciência tenhamos também o mínimo de conhecimento sobre a politicagem que rodeia a defesa de transgênicos no Brasil. Mesmo sabendo que está tudo mais dominado do que gostaríamos.
Quero acreditar que quando afirma que não há maior utilização de agrotóxicos, e que não há riscos de toxicidade das plantas, seja apenas por falta de informações.
O uso de agrotóxicos não implica que eles vão estar presentes no grão, na fruta, no legume ou na verdura que vão ser vendidos. Ou pelo menos, não implica que estes produtos tenham concentrações acima do admitido pelas leis do país. Se o agricultor seguir as recomendações, seu produto será saudável. A maior parte dos casos de contaminação vem da pequena agricultura e da agricultura familiar e nada tem a ver com o agronegócio dos transgênicos.
Veja esse também:
O Ministério Público Federal tem questionado as decisões da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) em relação ao método utilizado pela Comissão na liberação de produtos transgênicos.
O principal foco do MPF está nos produtos que utilzam o agente 2,4-D – ingrediente do “agente laranja”, desfolhante usado pelo exército americano na Guerra do Vietnã. 
De acordo com o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, a frente deste processo, é preciso que haja uma participação maior das sociedade civil no debate da liberação de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs).
31/10/2013
O Anselmo tem boa intenção, mas ouve demais as informações da AS-PTA, do MST e de outras organizações que, por motivos políticos e ideológicos, são contra os transgênicos. Como o procurador não tem muito trânsito em genética, biologia molecular, epidemiologia e coisas assim fica refém das tolices que lhe são trazidas por alguns “cientistas”. Quanto à relação entre o 2,4-D e o famigerado Agente laranja, sugiro a leitura atenta dehttp://genpeace.blogspot.com.br/2014/12/10-anos-de-transgenicos-no-brasil.html. Aliás, nesta postagem comento outras afirmações errôneas deste texto acima e das críticas de seu (sua) autor(a).
Comissão responsável por liberar pesquisa, produção e comercialização de transgênicos no Brasil é integrada por muitos cientistas ligados às empresas do setor
É muito fácil para um site irresponsável acusar os membros da CTNBio de terem ligações com empresas. Mas o fato é que a maioria esmagadora lá é de professores, cujo salário vem do governo e cujas verbas de pesquisa vêm dos órgãos oficiais de financiamento, O resto é lenda e fuxico, que desrespeita os cientistas excelentes que lutam para avaliar os riscos dos OGMs na Comissão, levando cacete de uma oposição carente de formação científica e, em alguns casos, de caráter.
Contra fatos, não há argumentos.
Como mostrei, não há fato algum, só besteirol.

 

 

 

GenPeace: Alergia e transgênicos.

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