Noticias Saúde – Doenças otorrinolaringológicas prejudicam o desenvolvimento infantil- Diarioweb

Sergio Isso
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Maria Eduarda Alves Viana pratica atividade física com supervisão do educador físico João Alves Junior Doenças otorrinolaringológicas, quando não tratadas corretamente, podem comprometer o desenvolvimento físico e a qualidade de vida das crianças. Este será um dos temas abordados na Campanha Nacional Otorrinopediátrica, que tem seu ponto alto amanhã, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, com atividades educativas e intervenções voltadas para o público, com o objetivo de abordar as principais doenças que afetam os ouvidos, o nariz e a garganta dos pequenos.

As doenças podem gerar distúrbios do equilíbrio, caracterizados por vertigens e quedas em crianças. Algo que muitos associam somente a adultos e idosos. Segundo o otorrinolaringologista Marcelo Castrequini Galhardo, de Rio Preto, o diferencial é que, enquanto os adultos conseguem relatar os sintomas de modo preciso, as crianças dão detalhes vagos e carecem mesmo é de observação. “A vertigem na criança se apresenta com outros sinais mais inespecíficos, em geral, de criança assustada”, diz.

O médico observa que o problema pode ser identificado por meio do comportamento. “Elas costumam se agarrar em demasiado aos cuidadores, também tem episódios periódicos de náuseas e vômitos, retardo nas funções motoras perda de controle da postura, dificuldade de andar no escuro movimentos anormais e são tidas como desajeitadas”, explica.

Sem o devido diagnóstico, o médico alerta que o desequilíbrio frequente pode causar déficit de atenção, atraso no desenvolvimento psicomotor e dificuldade de aprendizado, além de contribuir para o isolamento social. Já que a criança afetada não consegue participar das brincadeiras que outras da mesma idade realizam com facilidade.

Atividades físicas e o equilíbrio

Embora o desconforto com a tontura seja mais evidentes no adulto, é preciso lembrar que também as crianças podem ser beneficiadas com a prática da atividade física. Quem garante resultados positivos, independentemente da idade, é o educador físico João Alves Junior, de Rio Preto. No caso dos idosos, já se sabe que o fortalecimento muscular quando bem orientado proporciona equilíbrio, prevenindo as quedas, diminuição da sobrecarga no coração, aumento da densidade óssea e maior capacidade para as atividades do dia a dia.

A novidade é que ao ser aplicado para crianças, esta prática da ênfase ao próprio peso corporal, trabalhando assim exercícios funcionais por meio de acessórios como bola, escada, discos de equilíbrio, jump, entre outros. “Todos com o objetivo de fortalecimento, equilíbrio, condicionamento muscular e cardiovascular. Além disso, os exercícios de propriocepção (percepção do próprio corpo) vão ajudar também a criança na parte cognitiva e habilidade motora, melhorando seu rendimento diário em seus afazeres”, afirma Junior.

Sergio Isso
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Otorrinolaringologista de Rio Preto Marcelo Castrequini Galhardo avalia o jovem paciente Iuri Gabriel Azevedo João Inspire e expire corretamente

A prática regular de exercícios físicos traz à saúde benefícios amplamente reconhecidos, como por exemplo, o bom funcionamento dos músculos e ossos, e o controle de peso. Mas, o que muitos não sabem é que a respiração correta é essencial para garantir os resultados desejados com o treinamento. “O corpo realiza a respiração de forma involuntária.

O ideal é inspirar pelo nariz e expirar pela boca. Qualquer alteração nesse procedimento pode ser prejudicial à saúde”, explica o otorrino João Telles Jr., presidente da Academia Brasileira de Rinologia. Em parceria com a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (Aborl-CCF), ele alerta para o risco de respirar errado.

Apneia obstrutiva atrapalha o sono

A apneia obstrutiva, que provoca o ronco e pequenas interrupções de respiração, também afeta o desenvolvimento da criança. Segundo Renata Di Francesco, presidente da Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica (Abope), a doença afeta cerca de 3% das crianças em idade pré-escolar, causando alterações, como um todo, na criança. “A fragmentação do sono prejudica a ação do hormônio de crescimento fazendo com que as crianças que sofrem de apneia não atinjam o desenvolvimento em peso e em altura, quando comparadas às saudáveis”, diz.

Causas da vertigem

Para tratar o problema do desequilíbrio, segundo o otorrinolaringologista Marcelo Castrequini Galhardo, é preciso definir a causa. E, a mais prevalente equivale a enxaqueca, que leva a vertigem muitas vezes sem cefaléia. A segunda causa mais comum é a vertigem paroxística benigna da criança, que é a mais frequente das vestibulopatias periféricas, Muito comum em jovens, ambas são passíveis de tratamento com fármacos.

Entretanto, há outras causas como epilepsia, otites, trauma vestibular, alterações oftalmológicas, distúrbios metabólicos, sífilis congênita, causas reumatológicas, mal formações do ouvido interno, e até psicogênica, que no caso geralmente nem é tratado com medicamento, mas com psicoterapia. “Qualquer tratamento vai depender da causa, quando possível a identificação”, diz.

Você respira corretamente durante o exercício?

Um dos principais fatores que dificultam a respiração pelo nariz é a obstrução nasal e pode ser causada por inflamações no órgão. De acordo com o otorrinolaringologista Fabrizio Romano, de São Paulo, o esportista que sofre de rinites, sinusites e resfriados, por exemplo, corre mais risco de se desidratar. As narinas são responsáveis por aquecer e umidificar o ar, e realizar a filtragem do oxigênio. O atleta, que realiza a respiração oral sente a boca seca, precisa consumir mais água para repor a umidade com mais frequência, do que quem utiliza o nariz”, esclarece.

O médico também alerta para os cuidados com os exercícios de musculação. “Nas academias é muito comum ver os praticantes realizando a manobra de Valsalva – realizada ao se exalar forçadamente o ar – mediante lábios e narinas fechadas – forçando o ar em direção ao ouvido médio, ou seja, segurando a respiração ao levantar peso, o que pode causar hipertensão arterial e outros problemas, como a lesão nos tímpanos. O correto é soltar o ar durante a contração muscular e não prendê-lo”, explica.

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