SAÚDE – Dia 14 de Novembro, é o Dia Mundial do Diabetes, essa doença aflige aproximadamente 300 milhões de pessoas no mundo, sendo 10 milhões no Brasil. A doença tem como sintomas o aumento dos níveis de glicose no sangue (hiperglicemia), aumento do volume urinário (acima de 2.500 ml por dia), sensação de sede em demasia, fome excessiva, perda involuntária de peso, fadiga, fraqueza, letargia, prurido cutâneo e vulvar, inflamação conjunta da glande e prepúcio e infecções regulares. São considerados valores normais até 99 mg/dl.
Segundo informações do site da Sociedade Brasileira de Diabetes,  a glicose no sangue é usada pelos tecidos como energia e quando a glicose não é bem utilizada pelo organismo ela se eleva no sangue, gerando ahiperglicemia. E os médicos alertam que embora idade, histórico familiarestresse sejam fatores de risco para o desenvolvimento da doença, aobesidade, os maus hábitos alimentares, o sedentarismo e o tabagismotambém são determinantes. E aquelas pessoas que já tem a doença devem ter cuidado redobrado a saúde.
“Para o diabético a glicemia deve ser controlada diariamente, mas quem não sofre da doença não pode achar que está livre de complicações. Pesquisas apontam que níveis elevados de glicose podem dificultar o fluxo de sangue e causar danos ao coração que podem ser irreversíveis. Em mulheres grávidas, alterações nos níveis de glicose durante a gravidez aumentam risco de desenvolver a doença e apresentar complicações durante a parto”, explica o clínico geral do Centro deMedicina Nuclear da Guanabara, Eduardo Duarte.
Em entrevista ao R7, o endocrinologista Márcio Krakauerpresidente da Adiabc (Associação de Diabetes do ABC) e coordenador da campanha doDia Mundial do Diabetes da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), disseram que cortes bruscos na alimentação não faz mais parte do universo de quem tem diabetes“Com o avanço do tratamento, a técnica de contar carboidratos e o conhecimento da doença, nada mais é proibido, nem mesmo o açúcar. Para conviver bem com a doença e prevenir as temidas complicações, é fundamental adotar hábitos de vida saudáveis.”
endócrino-pediatra Denise Ludovico, da ADJ Brasil (Associação de Diabetes Juvenil), mostra que o paciente deve ter uma “educação” emdiabetes, pois isso tende a facilitar a adesão ao tratamento de forma natural. “Costumo dizer que o diabetes precisa ser adaptado à vida do paciente e não ele se adaptar ao diabetes. A alimentação deve priorizar o paladar de quem vai comer, assim como o exercício físico deve ser escolhido de acordo com a aptidão e o prazer de quem vai praticar. Nada precisa ser imposto, mas negociado de acordo com o estilo de vida de cada paciente.”
(*) Momento Verdadeiro com Agências
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