O TRATAMENTO CIRÚRGICO PODE SER DE DOIS TIPOS: A RETIRADA OU A FIXAÇÃO DO TECIDO DA REGIÃO, O OBJETIVO É EVITAR A REINCIDÊNCIA DO PROBLEMA

 
Emagrecer é Vitória
 
 
QUESTÃO GENÉTICA:
As veias hemorroidárias são estruturas presentes no canal anal. Quando elas se dilatam, forma-se um enovelado de vasos que é chamado doença hemorroidária (a popular “hemorroida”). Em alguns casos, o tecido da região também perde a firmeza e as veias, antes fixadas, saem do canal anal. Basicamente, o surgimento de hemorroidas se dá por predisposição genética. Os demais fatores – tais como passar muito tempo em pé, fazer esforço para evacuar, exagerar nos exercícios ou extrapolar no ganho de peso – são considerados desencadeantes da doença.
 
GRAUS VARIADOS:
As de I grau permanecem no interior do canal anal, enquanto as de graus II se exteriorizam, mas retornam sem qualquer intervenção. As hemorroidas de grau III necessitam de manipulação para retornar as canal anal. Já nas de grau IV, a exteriorização é permanente.
 
RISCOS POSSÍVEIS:
O risco mais importantes é a soltura da ligadura da artéria que leva o sangue às hemorroidas (chamado pedículo vascular), provocando hemorragia. A infecção local com formação de abscessos é menos frequente e pode provocar síndrome de Fournier, que é a necrose da região de períneo.
 
ANTES DA OPERAÇÃO:
Pacientes jovens e saudáveis devem apenas apresentar testes de coagulação. Já quem tem de 50 anos também deve agendar um eletrocardiograma antes de marcar a cirurgia. No dia da internação, podem ser necessários a limpeza do intestino e o uso de medicamentos antigases, mas não é regra.
 
PÓS-OPERATÓRIO:
Recomenda-se o uso de analgésicos para tratar a dor. O uso de papel higiênico deve ser abolido, sendo substituído por banhos de assento com água morna. A realização dos banhos também auxilia no relaxamento do esfíncter e pode aliviar a dor. É recomendada a ingestão de líquidos e fibras para manter a consistência das fezes, de modo a não forçar e nem machucar a região. Já as atividades físicas devem ser retomadas aos poucos.
 
O PROCEDIMENTO:
1- Cada enovelado de veias (mamilo hemorroidário) é tratado individualmente. O primeiro passo é pinçá-lo. Na sequência, com ajuda de um bisturi, é realizada uma incisão triangular para separar esses vasos do tecido muscular, que fica abaixo. Por fim, a artéria que leva o sangue para envolado é ligada em aproximadamente dois centímetros acima da borda do ânus e o excesso de tecido é retirado.
 
2- Se o problema decorre frouxidão e descida do tecido conjuntivo, pode-se usar a técnica de grampeamento que prevê a introdução de um dilatador. Por meio dele são feitas duas suturas circulares a quatro centímetros acima da borda do orifício anal. Por fim, um grampeador fixa a região e retira-se uma faixa de mucosa, evitando que as hemorroidas se exteriorizem novamente. 

 

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